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Bares apostam no charme retrô da máquina jukebox

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Livre

 

Ednilson Aguiar/Olivre

Jukebox

Jukebox marca presença em bar próximo ao IFMT, campus Bela Vista

 

Elas passam muitas vezes despercebidas, mas dão o clima ‘retrô’ tão desejado pelos frequentadores dos bares que fogem da modernidade do spotify. De jovens a veteranos na vida noturna, é a opção para quem só quer ouvir o som que gosta, acompanhado dos amigos e bebendo uma gelada. Estamos falando da Jukebox, aquela máquina colorida, parecida com os fliperamas e karaokês, que dão ritmo ao ambiente.

O aparelho é acionado por moedas de R$1 a notas de R$50 e tocam músicas que estejam no catálogo, escolhidas pelos clientes por R$0,50. É como se você reunisse os amigos em casa para ouvir a playlist preferida, mas no clássico ambiente de bar. Em Cuiabá, a maneira tradicional ainda existe e se espalha nos botecos mais “pé sujo” da capital.

Ednilson Aguiar/Olivre

Jukebox

Rafa’s Bar é um dos estabelecimentos do bairro Alvorada conhecido pela máquina que toca música

A máquina em si pode não ser a grande atração do estabelecimento, mas tem que prefira ela ao show cover, pois a voz é original e o repertório bem mais extenso. Maria Auxiliadora, dona do Rafa’s Bar, localizado no Bairro Alvorada, explica que são mais de 300 álbuns no acervo do aparelho, entre os mais variados estilos – MPB, rock, pagode, axé, funk, sertanejo e até o tradicional rasqueado e lambadão.

“É o coração do bar”, conta ela sobre a máquina que foi inaugurada junto ao estabelecimento, em 2004. Se a jukebox não dá o “ar da graça” – ou o som – os clientes reclamam. “Quando dá problema na máquina e eu coloco som meu aí, eu passo raiva, porque o povo não aceita não, já é acostumado e muita gente vem por causa dela”, conta dona Maria.

Os donos dos bares ainda têm a possibilidade de escolher o CD que irá disponibilizar, dos mais antigos aos mais atuais. “Os funks proibidão eu não deixo colocar”, insiste. Ela também acredita que o costume ainda é bastante comum nos estabelecimentos da cidade e aos clientes mais velhos. “Jovem mesmo quase não usa”, e completa: “Aqui no Alvorada praticamente todos os bares tem”.

Ednilson Aguiar/Olivre

Jukebox

Bar do Régis e sua Jukebox funcionam de terça a domingo e começa a glomerar gente às 17h, após o expediente

Para Reginaldo, dono do Bar do Régis, boteco que existe há 30 anos na Rua Presidente Afonso Pena, a Jukebox do seu estabelecimento é mais querido pela garotada, principalmente os que gostam de sertanejo.

No ranking da máquina, é o ritmo que domina – com exceção de Roberto Carlos e “Mamãe Estou Voltando Pra Casa”, hit da tradicional banda de lambadão mato-grossense Scort Som. “Pessoal geralmente usa bastante, mas aí quando começa o futebol, é bem menos”, explica Régis sobre as preferências de seu público.

João Batista é frequentador do bar, assim como outros com o aparelho na cidade, e explica que se quiser ouvir novidades ou sons “alternativos”, a Jukebox não é melhor ideia, pois são raramente atualizadas com os sucessos atuais. “É um rolê sempre retrô, as músicas novas que estão ali não são músicas de sucesso nas rádios”.

Ednilson Aguiar/Olivre

Jukebox

Bar do Adir

Assim como as máquinas de karaokê, descobrir o que tem dentro da caixinha e relembrar muitos dos clássicos que marcaram época, são algumas das ‘magias’ do aparelho. A diferença é os mais tímidos não precisam se expor soltando a voz no microfone e ninguém é obrigado a ouvir a cantoria desafinada do colega no centro das atenções.

Seu Adir, dono do bar no CPA II, conta que máquina também coloca o pessoal para dançar. Desde que abriu o bar há 20 anos e instalou o aparelho há três, o movimento aumentou consideravelmente, mas vem decrescendo diante do que ele acredita ser uma crise geral do comércio. Apesar disso, ele explica ainda que o negócio é rentável, por lucrar com 50% da arrecadação.

“A máquina não me dá despesa, se fosse som do próprio bar, eu teria que ter um equipamento meu, comprar CD, DVD e estar sempre investindo”, explica ele, que já faturou até mil reais por mês com a Jukebox. “E não tem aquele negócio do cara ter que trazer música de casa ou ficar pedindo”, completa.

 

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