Barbudo defende que não haja “radicalismo” na reforma da Previdência

Deputado federal admitiu que texto elaborado pelo governo Bolsonaro precisa de ajustes

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Deputado federal por Mato Grosso, Nelson Barbudo (PSL) admitiu nesta sexta-feira (31) que o projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) precisa de melhorias e readequações. Defendeu, entretanto, que o Congresso não altere o texto a ponto de reduzir a estimativa de economia de R$ 1 trilhão dentro de 10 anos.

“Não é totalmente do jeito que o texto veio do governo. Não pode ter radicalismo. Nós aceitamos algumas mudanças para aquelas profissões, como é o caso do pessoal do campo, por exemplo, que trabalha no sol. Mas a estrutura não pode ser mudada, porque afeta a estrutura financeira e, se afetar a estrutura financeira, não adianta fazer reforma”, ele disse.

A mudança admitida pelo deputado é quanto à inclusão de algumas profissões no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Pelo texto do governo, o trabalhador contemplado teria que escolher entre ganhar um benefício de R$ 400 quando completasse 60 anos, ou aguardar chegar aos 70 para receber um salário mínimo. Deputados querem um valor único – o do salário mínimo – e idade fixada em 65 anos.

Sobre esse assunto, Barbudo negou que a ideia do governo seja prejudicar o trabalhador. Para o parlamentar, já está mais do que claro que, “se não houver reforma, o país quebra” e que “não tem como ser contra” essa iniciativa.

“Vamos debater cada ponto, nada para prejudicar o povo e o trabalhador brasileiro. Desde que seja  dentro do corpo do projeto, nós aceitamos”, amenizou o deputado, destacando que “os tempos mudaram” e que “a idade das pessoas aumentou”.

Relacionamento

Perguntado se houve uma melhoria na relação entre o governo federal e o Congresso, Nelson Barbudo ainda afirmou que a relação nunca foi ruim e culpou a imprensa pelas divergências.

“A imprensa, muitas vezes, publica brigas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Isso não é briga, isso é um ‘encaixamento’ da política”, disse Barbudo.

Conforme o parlamentar mato-grossense, essas rugas só ocorrem porque se trata de um “governo novo” e que ainda não compôs sua base aliada.

Tramitação

O prazo para que os deputados apresentassem emendas ao texto da reforma da Previdência acabou na quinta-feira (30). Foram apresentadas 277 sugestões de mudança no projeto elaborado pelo governo. Desse total, 163 – o equivalente a 59% – foram apresentadas no último dia do prazo.

Cada emenda precisava do apoio de 171 parlamentares para ser aprovada.

O projeto em si está em análise na comissão especial criada para avaliar a matéria. Se não passar na comissão, a emenda ainda pode ser votada em plenário.

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