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Balança comercial tem superávit mais baixo para agosto em três anos

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Agência Brasil

O crescimento das importações decorrente da recuperação da economia voltou a reduzir o saldo da balança comercial. Segundo dados divulgados há pouco pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país exportou US$ 3,775 bilhões a mais do que importou no mês passado, queda de 32,5% em relação ao resultado positivo de US$ 5,592 bilhões em agosto de 2017. Esse é o superávit mais baixo para o mês desde 2015 (US$ 2,685 bilhões).

Com o resultado de agosto, a balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumula superávit de US$ 37,811 bilhões nos oito primeiros meses de 2018. O valor é 21,8% inferior ao do mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.

O recuo do saldo da balança deve-se ao maior crescimento das importações em relação às exportações. No mês passado, as vendas externas somaram US$ 22,552 bilhões, alta de 15,8% em relação a agosto de 2017 pelo critério da média diária. Segundo o MDIC, esse foi o segundo maior valor exportado para o mês, só perdendo para agosto de 2011. As importações, no entanto, somaram US$ 18,777 bilhões, alta de 35,3% em relação a agosto do ano passado, também pela média diária.

O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, destacou que o país bateu recorde nas exportações de soja, tanto em valor como em quantidade, em agosto. Outros itens, como petróleo bruto, minério de ferro, aviões e plataforma de petróleo, também foram destaque nas vendas externas brasileiras. Desde dezembro de 2016, as exportações têm subido em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Setores

As vendas de manufaturados puxaram as exportações, com alta de 35,1% em relação a agosto de 2017, com destaque para uma plataforma de petróleo exportada para o Panamá, turbinas e aquecedores e secadores.

As exportações de produtos básicos subiram 16,4%, com destaque para farelo de soja (+46%%), soja em grão (+43,7%) e minério de cobre (+43,1%). As vendas de semimanufaturados, no entanto, caíram 24,2%, puxadas pela retração das exportações de semimanufaturados de ferro e aço (-85,2%), açúcar bruto (-48,3%) e couros e peles (-31,2%).

Em relação às importações, que cresceram mais que o dobro das exportações em agosto, as compras de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) aumentaram 158,2% em relação a agosto do ano passado. As importações de combustíveis e lubrificantes subiram 55,4%. As compras de bens intermediários cresceram 16,2%; e as importações de bens de consumo, 13,7%.

No ano passado, a balança comercial fechou o ano com superávit recorde de US$ 67 bilhões, beneficiado pela supersafra e pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Para este ano, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços manteve a projeção de superávit em torno de US$ 50 bilhões, por causa da estabilização do preço dos bens primários e da recuperação da economia, que impulsiona as importações.

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