Covid-19: baixos índices de proliferação não descartam colapso do sistema de saúde em Cuiabá

Prefeito teme que demanda do interior sufoque unidades do município

O sistema de saúde de Cuiabá pode entrar em colapso por conta da interiorização da pandemia do covid-19. Segundo o prefeito Emanuel Pinheiro, a capital mato-grossense é referência para todos os municípios da Baixada Cuiabana, bem como de outras localidades não encontram atendimento especializado nas cidades pólo.

Em uma coletiva realizada na manhã deste sábado (9) para atualizar as ações de combate ao coronavírus, Pinheiro disse que está buscando conversar com os prefeitos, via Associação Mato-grossenses dos Municípios (AMM), governo do Estado e Ministério Público Estadual (MPE).

Conforme os dados apresentados por ele, Cuiabá é a segunda capital com menor notificação diária e última no quesito óbito. Também apresenta o menor percentual de letalidade – quantidade de mortos por infectados.

No entanto, a situação que aparentemente caminha para o controle, pode ser desequilibrada pela demanda que vem do interior, tendo em vista que a cidade centraliza uma grande quantidade de serviços e Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

“O SUS – Sistema Único de Saúde – precisa sempre estar de portas abertas. Não podemos recusar paciente”, declara.

Pinheiro assegura ainda que, atualmente, todas unidades funcionam bem, sendo que o antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, na avenida General Vale, foi reformado e está subutilizado. O prédio foi reservado exclusivamente para pacientes de covid.

Outro espaço que está como retaguarda é a policlínica do Verdão, que de acordo com o prefeito está com as obras concluídas, equipada, mas não foi inaugurada porque está sendo usada na estratégia de combate ao vírus.

“Se até dia 30 deste mês não precisarmos do espaço, ele será liberado para as atividades e entregue à população”.

Atendimento eletivo

Na entrevista, o prefeito também assegurou que as cirurgias eletivas, bem como os atendimentos ambulatoriais serão retomados em 1º de junho.

Eles estão suspensos desde março, quando a pandemia foi anunciada e todas as unidades focaram-se apenas no atendimento emergencial.

 

 

 

 

 

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