Baixa participação no Enem deve reduzir a concorrência para a maioria dos cursos

Seleção para o ensino superior teve tanto alto percentual de abstenção quanto saída de universidades do programa de acesso

Tânia Rêgo / Agência Brasil

A baixa participação de candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá refletir no acesso a cursos em instituições de ensino públicas e otimizar os financiamentos da rede privada.  

Os pretendes aos cursos de engenharia, administração e direito, por exemplo, poderão ter uma concorrência mais baixa para entrar na faculdade este ano. Mas, os interessados em medicina não devem ter facilidade, visto que algumas universidade, como a USP, tem nota de corte própria para o curso. 

“Com certeza, a baixa participação vai reduzir a concorrência em muitos cursos, mas o efeito sobre a medicina não deve ser sentido, pois muitas universidades têm uma nota de corte para o curso, o candidato que não atingir não entra”, disse o coordenador do ensino médio do Colégio São Gonçalo, professor José Francisco Ourives. 

Porém, ele ressalta que houve saída de várias universidades do programa que usa o Enem como parâmetro de acesso. Esse fator também deverá refletir no número de vagas e nas notas de corte.  

Segundo o professor, a aprovação nos programas de bolsa, como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e Programa Universidade Para Todos (Prouni), deverá ser menos concorrida.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do Enem, informou que a abstenção no primeiro dia de prova foi de 57% em Mato Grosso. A falta exclui automaticamente o candidato do segundo dia de prova, agendado para o domingo (24). 

O Inep afirmou que a taxa histórica de abstenção se deve à pandemia e ao incentivo contra a realização da seletiva. Contudo, o coordenador José Francisco afirmou que boa parde dos alunos se disse despreparada para passar pela seleção. 

“A aprendizagem foi muito afetada na pandemia, e os alunos vão levar anos para recuperar. O reflexo disso no ensino superior pode ser a perda de alguma qualidade, visto que as vagas tendem a ser preenchidas mesmo se a nota não for boa, na comparação a anos anteriores”, pontuou.  

O Inep abriu no sábado (16) o pedido de reaplicação do Enem para os alunos que tinham sintomas ou diagnóstico da covid-19 e outras doenças infecciosas. Até o momento não foi divulgado quantos dos ausentes na semana passada entraram com o processo. 

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