Babá que pediu a guarda de bebê: “ele me chama de mãe”

Mulher disse que mãe abandonou o filho e está agindo sob a orientação do Conselho Tutelar

A babá Daiana e o bebê que ela cria desde os cinco meses

A babá Daiana Medrado Santos, 36 anos, que pediu a guarda do bebê que cuida desde os cinco meses de vida, contou o motivo de seu pedido à Justiça em Alto Taquari (480 km de Cuiabá).

O caso chamou atenção ao ser divulgado no último sábado (7), depois que a mãe do bebê, Wesley, registrou um boletim de ocorrência afirmando ter sido impedida de ver o filho.

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Daiana, no entanto, disse que a afirmação da mãe do bebê é falsa e que nunca a impediu de ver o filho.

“Jamais eu iria impedir uma mãe de ver o próprio filho. O que aconteceu foi que ela falou que iria buscar ele e levar embora. Aí eu falei pra ela que não ia ter como ela fazer isso, que ela podia vir, mas teríamos que ir ao Fórum para poder resolver a situação, porque eu tinha entrado com o pedido de guarda, por causa do Conselho Tutelar”, contou Daiana.

Ao LIVRE, a babá disse ter recebido uma visita do Conselho Tutelar no começo de fevereiro deste ano, que exigiu que ela pedisse a guarda do menino, hoje com dois anos e oito meses, ou ele seria levado para um abrigo, já que havia sido abandonado pela mãe.

Amor de mãe

Daiana começou a cuidar de Wesley quando ele tinha cinco meses de vida. A princípio, como babá, mas de uma forma um pouco diferente: já que a mãe não ia buscar o menino, ele passava com a babá as 24 horas do dia.

Nos três primeiros meses, porém, Daiana recebia pelos cuidados ao bebê. Depois disso, a mãe de Wesley engravidou novamente e teria passado a não mais pagar.

“Ela falava que nunca tinha dinheiro para me pagar”, afirmou Daiana.

Daiana disse amar Wesley como seu filho (Foto: Arquivo Pessoal)

Como foi criado pela babá por dois anos e três meses, Wesley a chama de mãe, o marido dela de pai e o filho de irmão.

Já a mãe biológica, segundo Daiana, ele não reconheceria, somente chama de mãe quando Daiana o orienta a pedir benção chamando de mãe.

O pedido de guarda veio devido à orientação do Conselho Tutelar, mas algumas coisas já levavam Daiana a pensar na possibilidade.

Ela não podia ver a mãe, que mora em Alto Araguaia, porque não pode viajar e deixar Wesley sozinho e não podia levá-lo, por não ter autorização para viagem. Além disso, ela teme que o bebê fique doente e precise sair da cidade por algum motivo e ela também não possa autorizar, por não ser a tutora legal.

Ela entrou com o pedido de guarda no dia 4 de fevereiro e aguarda decisão da Justiça. Por enquanto, o bebê segue morando com ela, mas, segundo Daiana, a qualquer momento que a mãe biológica quiser vê-lo, será bem-vinda.

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