Crônicas Policiais

Assassinos curtiram festas e banho de rio após matarem professor em Cuiabá

Foto de Raul Bradock
Raul Bradock

Segundo informações da Polícia Civil, os responsáveis pelo assassinato do professor Celso Odinir Gomes, de 63 anos, o mataram por asfixia, utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”. A declaração foi feita na tarde de hoje (10), durante uma coletiva de imprensa na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.

Dois jovens e dois menores são apontados como os responsáveis pelo crime.

De acordo com os delegados Rodrigo Azzem, Roberto Amorim e Maciel, responsáveis pelas investigações, um dos menores confessou que o homicídio ocorreu após ele pedir uma carona, e que ele próprio foi o autor do estrangulamento.

O professor Celso Odinir Gomes, de 63 anos, estava desaparecido em Cuiabá.

Ele alega que houve um desentendimento com o professor dentro do carro, resultando no primeiro “mata-leão”. Posteriormente, a vítima acordou e, durante uma segunda tentativa de estrangulamento, acabou falecendo.

“O corpo já estava em estado de decomposição quando foi encontrado, e um exame pericial realizado no local indicou que a morte foi causada por estrangulamento. O incidente ocorreu durante a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado. Após o crime, os suspeitos continuaram a utilizar o veículo da vítima, participando de festas e até indo a uma chácara para tomar banho de rio. Eles deram voltas, chegando inclusive a colidir com outro veículo, e só abandonaram o carro na manhã de terça-feira”.

Celso estava desaparecido desde a última sexta-feira (3), quando saiu de casa para visitar sua chácara, no município de Santo Antônio de Leverger. Seu corpo foi encontrado na manhã de hoje, em uma área de mata às margens da Rodovia Palmiro Paes de Barros, próximo à Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Quatro suspeitos foram presos, incluindo dois menores, por seu envolvimento no crime. O corpo estava completamente carbonizado.

As investigações iniciais indicam que os suspeitos e a vítima não se conheciam. “Pelos relatos, parece que um desses adolescentes pegou carona com a vítima. Outro indivíduo teria ajudado a esconder o corpo. No entanto, tudo sugere que não houve um conhecimento prévio entre os suspeitos e a vítima. Parece ter sido uma situação ocasional que resultou nessa tragédia. No entanto, ainda é cedo para conclusões definitivas, e a polícia continua trabalhando para esclarecer todos os detalhes”, explicou o delegado.

Após o crime, os suspeitos usaram o veículo de Celso para frequentar festas. Quando o desaparecimento da vítima foi divulgado, eles optaram por abandonar o carro, que foi encontrado nas imediações do bairro Santa Terezinha, na capital. A polícia não descarta a possibilidade de latrocínio e o caso permanece sob investigação.

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