Assaltado, jovem registra BO revoltado: “Trabalhei feito um condenado para receber esse dinheiro”

Ele disse que nem ao menos consegue reconhecer o ladrão, pois estava de máscara, o que atrapalha sua visão

Após ser vítima de um roubo em que todo dinheiro de seu trabalho foi levado, um autônomo de 26 anos registrou um boletim de ocorrência nessa terça-feira (12) contando, em detalhes, as “desventuras em série” que o levaram até o momento de ter seus R$ 3.350 roubados.

O assalto aconteceu no Bairro Jardim Aclimação, em Cuiabá. Chateado, o trabalhador usou suas próprias palavras na narrativa do boletim, contando as consecutivas tragédias.

Ele começa dizendo: “Trabalhei feito um condenado para receber esse dinheiro, até porque demoraram muito para efetuar o pagamento (…)”.

Nessa terça-feira (12), ele finalmente havia recebido pelos serviços prestados, mas, buscando fugir das filas nas agências, foi fazer o saque do dinheiro em um caixa 24 horas.

“Ocorre que sabe lá porque cargas d’águas não consegui sacar todo meu dinheiro lá e efetuei dois saques de R$ 1000 cada, por volta das 11h15, totalizando R$ 2000”, continuou a narração.

Quando foi realizar o terceiro saque, porém, o caixa não aceitou e ele precisou ir até a agência mais próxima do Banco do Brasil, que ficava a poucos metros.

Ele ficou cerca de 30 minutos em pé, no sol, apenas para conseguir fazer o saque simples e, ao sair, por volta de 12 horas, foi a um restaurante que ficava no outro lado da avenida pegar sua motocicleta e almoçar.

Quando estava arrumando sua mochila nas costas, porém, um rapaz passou e a pegou. Dentro dela, estava todo o dinheiro do trabalhador, além de roupas e pertences sem valor.

“Foi levado, portanto, somente em dinheiro em espécie cerca de R$ 3350. Sendo R$ 3 mil que havia sacado na última hora da minha conta”, lamentou a vítima no relato.

Não houve violência no crime, mas foi levado todo dinheiro do esforço do trabalho da vítima. À polícia, o trabalhador disse acreditar que o ladrão seja algum dos flanelinhas que ficam na região.

“Mas não reconheço se ver, até porque eu ainda estava com a bendita máscara no rosto, que atrapalha e muito a visão”.

O caso foi registrado como furto e nem a mochila, nem o dinheiro foram recuperados.

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