O senador Wellington Fagundes (PL) deve estar confrontando seu passado político. Após a declaração de apoio de Bolsonaro ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a eleição majoritária em Mato Grosso no ano que vem, as alternâncias de lado político do senador foram relembradas.
Elas, inclusive, estão sendo usadas para mostrar um contraponto ao argumento dele, de uma suposta “traição política”. Pessoas próximas ao partido têm dito que Wellington Fagundes tem seus interesses, que não seriam exatamente liberais.
Na eleição de 2024, ele teria apoiado nos bastidores a campanha do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) a prefeito de Cuiabá, ao invés do colega Abilio Brunini (PL). A mesma coisa teria acontecido noutras duas cidades.
Em Várzea Grande, o senador teria apoiado às escondidas a reeleição Kalil Baracat (MDB), com Flávia Moretti (PL) no páreo e, em Rondonópolis, Thiago Silva (MDB) foi o candidato escolhido por ele, mesmo com o então deputado estadual Cláudio Ferreira (PL) em campanha.
As escolhas dúbias de Wellington Fagundes chegariam até o deputado federal José Medeiros (PL), que pretende concorrer ao Senado. Medeiros nunca teria recebido apoio eleitoral direto do senador, e no momento a opção pela nora, deputada estadual Janaína Riva (MDB), outra pré-candidata ao Senado, não teria sido nem questionada.
Esses fatos recentes teriam ressuscitado a história sobre o “político-melancia” que foi atribuído a Wellington Fagundes por causa das escolhas controversas. A anedota voltou a circular para contrapor a declaração do senador de que teria sido traído pelo próprio partido.




