Arquitetura sustentável: o que é, quais as vantagens e como projetar

Tema da sustentabilidade já é um dos principais norteadores de decisões dos consumidores ao escolherem marcas

Tema da sustentabilidade já é um dos principais norteadores de decisões dos consumidores ao escolherem marcas “Pensar de forma sustentável não é uma tendência ou moda passageira”. A afirmação é do arquiteto João Luiz Borges Alves, que classifica o tema como uma necessidade para o momento em que vivemos. Justamente, por isso, ele busca aplicar o conceito nos projetos que assina.

O arquiteto é CEO e responsável técnico pela JL Arquitetura e Engenharia. O escritório está por trás de projetos em mais de 10 Estados brasileiros. Entre as principais características deles estão a preocupação ambiental e a adoção de estratégias sustentáveis na edificação de prédios, principalmente, os corporativos.

“Para além de economia financeira, pensar na sustentabilidade é uma atitude para a diferença no mundo. É preciso que cada um faça sua parte”, afirma João Luiz. E o primeiro passo é entender a arquitetura não somente como uma relação mercadológica. Para João Luiz, o uso de ferramentas sustentáveis deve ser uma prioridade.

“Além de serem uma solução para evitar ou amenizar problemas ambientais futuros, podem gerar economia de recursos financeiros, se bem planejadas e implementadas. “explica.

Na prática

O conceito de arquitetura sustentável trouxe projetos inovadores para o mundo e despertou a atenção das empresas. Afinal, como vender a ideia da sustentabilidade sem um espaço que mostre essa preocupação?

Segundo João Luiz, é essencial estabelecer uma interação entre os clientes, com os materiais utilizados e a preocupação com o meio ambiente. Por isso, acompanhar todo o processo é um diferencial. Mas e na prática, como aplicar a sustentabilidade?

1. Materiais

Atualmente, há uma gama enorme de materiais ecológicos, recicláveis ou renováveis. Assim como existem materiais que são vendidos como sustentáveis, mas que, na verdade, acabam por gerar um impacto oposto futuramente. Tanto em termos de consumo de recursos naturais como em consumo energético. Por isso, ter um profissional que sabe o que escolher é fundamental.

O uso de blocos drenantes, por exemplo, é uma opção. Esse tipo de material absorve a água da chuva e permite a passagem dos nutrientes para o subsolo.

2. Recursos naturais

Em muitas partes do Brasil, a água doce é um recurso cada vez mais escasso. Esse é apenas um exemplo dos recursos naturais que podem ter o desperdício minimizado com a arquitetura sustentável. Para isso, existem alternativas que reduzem os impactos, usando a água de maneira eficiente e reutilizando ou reciclando água para uso local.

Na prática, a coleta e armazenamento de água das chuvas e da água condensada dos aparelhos de ar condicionado é uma opção. Esse sistema permite a reutilização para abastecimento de vasos sanitários, irrigação de áreas verdes,  para limpeza de calçadas e pátio.

“Isso reduz em até 50% o consumo desse recurso natural tão importante para a nossa sobrevivência, o que garante uma eficiência hídrica e redução de custos de manutenção do prédio”, explica João Luiz.

3. Energia

Com os impactos das mudanças climáticas globais se tornando mais evidentes, é essencial encontrar maneiras de reduzir a carga de energia ou maximizar o uso de fontes renováveis.

As opções vão desde a adoção de lâmpadas do tipo LED, que reduzem o consumo de energia em até 80%, à implantação de placas solares, utilização de iluminação naturais e brises.

4. Qualidade ambiental interna

A arquitetura sustentável também está relacionada com a qualidade ambiental interna do prédio. O quesito tem impacto significativo na saúde, conforto e produtividade dos ocupantes.

Os princípios da qualidade ambiental interna enfatiza o controle dos ocupantes sobre sistemas como iluminação e temperatura.

A JL Arquitetura e Engenharia, por exemplo, procura usar recursos como o uso de volumetria nas fachadas dos prédios, que auxiliam na projeção de sombras dentro das edificações. À solução somada à vidros laminados, que são capazes de reduzir a incidência solar em até 70% e filtrar 99% dos raios ultra violetas são um instrumento de arquitetura sustentável que traz “conforto térmico aos usuários do prédio”, explica João Luiz.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

JL Arquitetura

Há 16 anos no mercado, o escritório alia as necessidades de cada cliente a aspectos técnicos e tendências atuais do mercado. Além de Mato Grosso, o escritório é responsável por projetos no Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Goiás, Tocantins, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

“Nossa proposta de atendimento consiste em acompanhar todo o processo, como o projeto estrutural, elétrico, rede estabilizada, telefonia, ar condicionados, hidrossanitário, prevenção e combate incêndio, dentre outros.

Gerando praticidade e confiança, sabendo que todos os projetos estão sendo feitos em um mesmo lugar. Propiciar esse conforto ao cliente, está baseado nos cinco pilares da empresa: experiência, comprometimento, relacionamento, cumprimento de prazos e consciência sustentável.

Todos os serviços prestados pelo escritório podem ser conferidos no site da empresa.

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