Arcanjo e “bicheiro” prestam depoimento sobre agressão por ponto de jogo do bicho

Denúncia apontou que Arcanjo estaria descumprindo as regras do regime semiaberto ao tentar voltar a controlar o jogo do bicho

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro retornou ao Fórum de Cuiabá nesta quinta-feira (13) para acompanhar depoimento do suposto bicheiro Alberto Jorge Toniasso. O homem registrou boletim de ocorrência, alegando que teria sido agredido a mando de Arcanjo. A razão, disse, seria uma briga por ponto de jogatina ilegal. Segundo o autor da denúncia, Arcanjo estaria tentando controlar o jogo do bicho em Mato Grosso.

A intimação foi feita pelo juiz Geraldo Fidélis, da Segunda Vara Criminal de Cuiabá, no final de agosto. O pedido para ouvir Toniasso foi feito pelo Ministério Público e pela defesa de Arcanjo.

Na audiência, que começou antes do horário previsto, o suposto bicheiro Toniasso começou dizendo que nada tinha a declarar. Inclusive, pontuou ao juiz que sequer conhecia Arcanjo pessoalmente.

Apesar de aparentar nervosismo, Toniasso confirmou que esteve no estabelecimento de Arcanjo, um estacionamento na Avenida do CPA, no final de 2017. Informou que foi a convite de um amigo, que supostamente mexe com jogo do bicho. Contou que, chegando lá, foi agredido. No entanto, apenas registrou o caso cinco dias depois. Quanto a isso, esclareceu ao juiz que foi orientado por um advogado, que o procurou e citou Arcanjo.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre) / Alberto Jorge Toniasso presta depoimento à justiça

Ainda na audiência, Toniasso também disse que, na hora do acontecido, não sabia que o estabelecimento pertencia  a Arcanjo.

A audiência foi marcada porque, conforme o magistrado, era necessário esclarecer sobre esse boletim de ocorrências registrado por Toniasso contra Arcanjo.

Consta que, na narrativa policial, ele teria alegado que a agressão foi uma forma de coibi-lo de mexer com o Jogo do Bicho. Caso fosse provada a ligação de Arcanjo no fato, ele teria descumprido as  regras do regime semiaberto, pelo qual Arcanjo cumpre medidas cautelares desde fevereiro deste ano. Dessa forma, poderia voltar a ser preso.

Arcanjo nega acusações

Em outra audiência no dia 2 de agosto, Arcanjo teve que prestar contas sobre a denúncia de que estaria voltando a comandar o Jogo do Bicho em Mato Grosso. Naquele dia, também foi questionado sobre o boletim de ocorrência que pesa contra ele. Na ocasião, ele negou as acusações.

Em juízo, Arcanjo disse que não seria “bobo de cometer esse crime de novo”. Afirmou que mantém seu trabalho no estacionamento e que Toniasso, autor do BO, teria procurado seu genro, Giovanni Zen Rodrigues, para vender um ponto de Jogo do Bicho. O genro, porém, teria dito ao homem que a família não “mexe com isso”. O advogado do ex-bicheiro, Zaid Arbid, chegou a alegar que a denúncia teria sido forjada.

Nesta quinta-feira, Zaid tornou a falar em armação. Disse estranhar o fato de alguém denunciar uma agressão apenas cinco dias depois.

(Atualizada às 16h)

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