A decisão do governo dos Estados Unidos de mencionar uma lei de Mato Grosso para sustentar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros provocou reação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).
A norma estadual mencionada no relatório impede que empresas participantes da Moratória da Soja recebam benefícios fiscais ou áreas públicas do Estado. Para os norte-americanos, a medida enfraqueceria iniciativas ligadas à preservação ambiental e ao combate ao desmatamento.
A entidade mato-grossense, porém, discorda dessa avaliação. Em posicionamento divulgado nesta semana, a associação afirmou que a legislação não reduz exigências ambientais nem cria exceções às regras já estabelecidas no país. Segundo a Aprosoja, o objetivo da lei é assegurar tratamento igual aos produtores que atuam dentro da legislação brasileira.
A associação também questionou as motivações do relatório elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Na avaliação da entidade, a discussão envolve interesses econômicos de um mercado em que Brasil e Estados Unidos disputam espaço diretamente.
O argumento é sustentado pelo peso dos dois países no comércio global da soja. Atualmente, o Brasil ocupa a liderança mundial tanto na produção quanto nas exportações do grão. Os Estados Unidos aparecem logo atrás entre os maiores fornecedores do mercado internacional.
A investigação americana foi aberta em julho do ano passado e serviu de base para a adoção das novas tarifas anunciadas contra produtos brasileiros.





