15 de abril de 2026 21:16
Mato Grosso

Após passar mal, Daniele levou uma hora para ser atendida por médico

Foto de Gabriele Schimanoski
Gabriele Schimanoski

A jovem Danielle Ferreira Lima, 33 anos, vítima de complicações de uma cirurgia plástica, levou cerca de uma hora para ser atendida por um médico. Ela passou mal no quarto, depois de ter feito lipoescultura e mamoplastia com o médico Eduardo Santos Montoro, no Hospital Militar em Cuiabá, pelo programa “Plástica Para Todos”.

Segundo o boletim de ocorrências, a cirurgia de Daniele durou pouco mais de seis horas. Ao final do procedimento, ela foi encaminhada para o quarto e chegou a conversar com a esposa, Simone, dizendo que descansaria depois falaria sobre a cirurgia.

Momentos depois, um enfermeiro entrou no quarto e, acompanhado de Simone, notou que os dedos de Daniele estavam “brancos” e que algo de errado acontecia. O profissional pediu ajuda de Simone para virar a esposa, quando viram sangue nas costas saindo pelo dreno.

Na ocasião, o enfermeiro alegou que poderia ser efeito da anestesia, mas chamou outro enfermeiro, momento em que Simone notou que Daniele já estava sem pulso.

Segundo o boletim, os enfermeiros utilizaram um desfibrilador, adrenalina e uma bomba manual de oxigênio para tentar recuperar o pulso da vítima. Segundo relato de Simone, no momento não havia nenhum médico no local. “Somente enfermeiros de jaleco sem identificação que fizeram massagens cardíacas no peito, causando hematomas na cirurgia recém realizada”, disse.

Simone revelou ainda, que o médico demorou aproximadamente uma hora ou mais para chegar até o Hospital Militar. Como o local não possui Unidade de Terapia Intensiva (UTI), “disseram que encaminhariam Daniele para o Hospital Só Trauma”, mas que para isso Simone teria que deixar um cheque caução no valor de R$ 17,5 mil.

Daniele só foi transferida de hospital às 18h30, da última sexta-feira (11), depois de ter sido medicada, mas sofreu várias paradas cardíacas e na sequência paralisia cerebral e falência múltipla dos órgãos, vindo a óbito no domingo (13), às 16h23.

Ainda segundo o relato de Simone à Polícia Judiciaria Civil, que irá investigar o caso, Daniele soube da cirurgia através de um grupo de WhatsApp e Facebook. Ela teria pagado R$ 50 para entrar no grupo e outros R$ 50 para realizar a consulta médica.

Na sexta-feira (11), antes da cirurgia, a Daniele fez uma publicação em um grupo do Facebook comemorando que iria passar pelo procedimento. Veja:

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