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Cidades

Após escalonamento de salário, Mauro diz que MT corre risco de se tornar RJ e MG

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

O salário dos servidores do Estado que deveriam ser pagos até dia 10 deste mês foram escalonados, mais uma vez, pelo atual governador Pedro Taques (PSDB). Diante disso, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) disse que é preciso equilibrar as contas públicas para que Mato Grosso não atrase salários, como tem ocorrido no Rio de Janeiro (RJ) e Minas Gerais (MG).

“Se nós não formos capazes de mudar isso, Mato Grosso, em breve, vai se transformar no Rio de Janeiro e Minas Gerais, que já estão registrando dois ou três meses de salários atrasados e com enormes prejuízos à população”, avaliou Mauro nesta terça-feira (11).

O governador eleito ressaltou ainda que para ajustar as contas do Governo do Estado serão necessárias medidas duras. “Que nos permitirá, em um, dois ou três anos, ter a recuperação e o equilíbrio das contas públicas”.

Mauro enfatiza que sua principal prioridade é o equilíbrio orçamentário das contas públicas, fazendo com que a receita do ano corrente seja a mesma da despesa. Para o ajuste no orçamento do Estado, ele destacou que está realizando ações para a contenção de despesas.

Entre as medidas estão a redução de secretarias e demissão de comissionados e contratados, vai gerar economia de aproximadamente R$ 200 milhões. “Isso é significativo e vai contribuir para que nós busquemos o equilíbrio, se possível, ainda em 2019”.

Escalonamento do salário

O governador eleito não descartou a possibilidade de escalonar o salário dos servidores públicos do Estado, como ocorreu neste mês e em outros momentos da atual gestão, sob comando de Pedro Taques (PSDB).

“Se neste mês grande parte dos recursos está sendo usada para pagar despesas de novembro, muito provavelmente, com uma lógica simples e matemática, no mês de janeiro não tem nenhuma receita extraordinária que possa nos dar a previsibilidade da mudança desse cenário”, detalhou.

O próximo governador ainda destacou que as mudanças devem ocorrer em médio prazo, no mínimo seis meses. “Então vai ser a economia de centavo por centavo, cada dinheirinho economizado que vai permitir, ao longo do ano, melhorar essa questão”.

Mauro, em tom enfático, disse que se “alguém no Estado de Mato Grosso souber uma fórmula para pagar o salário, no dia 10 ou dia 30, sem dinheiro na conta é só me avisar que vou implementar”.

 

 

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