Após derrotas em Mato Grosso, PSDB tem que se reinventar, defende Maluf

Sigla perdeu bancada federal, metade da bancada estadual e o governador

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O PSDB de Mato Grosso perdeu o governo estadual, seu único representante na bancada federal e viu a bancada estadual cair pela metade nas eleições deste ano. O deputado estadual Guilherme Maluf, um dos tucanos remanescentes, afirmou que a sigla precisa se reinventar para evitar ser reduzido ainda mais nas eleições municipais de 2020. Atualmente, a sigla tem 37 prefeitos, o maior número do Estado.

“Nós saímos bem diminuídos. Acho que o partido não soube se colocar, não trouxe propostas consistentes e isso se refletiu nas urnas. A sociedade não entendeu que o partido fosse a saída para o Brasil nem para o Estado”, avaliou.

Além do encolhimento estadual, o PSDB diminuiu também em nível nacional, elegendo apenas 29 deputados federais, depois de eleger 54 em 2014, além de ficar de fora do segundo turno das eleições presidenciais pela primeira vez em 24 anos.

Maluf viu a ascensão de Jair Bolsonaro (PSL), que tirou o protagonismo tucano, como consequência e não causa dos problemas do partido. “Foi uma consequência. Não foi por causa do Jair. Ele realmente está se colocando como favorito. Eu vou votar no Bolsonaro, acho que é a melhor opção para o país”, disse.

Eleições de 2020

Para se recuperar, Maluf defende que o PSDB comece a trabalhar focado nas eleições municipais de 2020. “Tem que pensar nas eleições municipais, andar, qualificar o quadro, a militância, preparar novos candidatos a prefeito, não deixar que desidrate muito o número de prefeitos. Vou conversar com os prefeitos, Wilson também está disposto a fazer isso. Entendo que o partido perdeu, temos que trabalhar”, disse.

Além de Maluf, somente o deputado estadual Wilson Santos conseguiu um novo mandato. Saturnino Masson não conseguiu se reeleger. Baiano Filho deixou o partido e desistiu da disputa eleitoral. O deputado federal Nilson Leitão perdeu a disputa para o Senado. E o governador Pedro Taques (PSDB) perdeu a reeleição no primeiro turno, amargando a terceira colocação.

Queda e reconstrução

Guilherme Maluf lembrou que essa não é a primeira vez que o PSDB de Mato Grosso sai menor das eleições. “Espero que haja uma reconstrução do partido e acredito que isso possa acontecer. Já aconteceu no passado”, disse. Depois da ascensão de Blairo Maggi (PP) e da “turma da botina”, em 2002, o PSDB passou 12 anos encolhido, na oposição em Mato Grosso, e cresceu novamente com a eleição de Pedro Taques (à época no PDT) ao governo.

Naquela eleição, em 2014, o PSDB manteve um deputado federal e aumentou a bancada na Assembleia de um para três deputados estaduais. Em 2015, o partido recebeu a filiação do governador. Na janela de infidelidade partidária aberta em 2016, ganhou mais um deputado estadual e diversos vereadores. Nas eleições de 2016, a sigla conquistou 38 prefeituras.

Maluf, que já foi sondado por outras siglas na última janela aberta, descartou deixar o ninho tucano. “Eu milito no PSDB há algum tempo, conquistei o quarto mandato pelo PSDB. Poderia ter saído do partido e não saí. Acho que minha eleição teria sido até mais tranquila fora do PSDB. Mas não vou sair. Vou ficar no PSDB e vou procurar reconstruir o partido”, afirmou.

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