Após caso de “vaca louca”, exportações de carne para a China são retomadas

Presidente do Indea assegurou que caso foi restrito e que não há risco de contaminação

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os envios da carne bovina mato-grossense para a China foram retomados. A suspensão durou menos de uma semana, devido a rápida confirmação de que o caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como “doença da vaca louca”, não se tratava de um caso clássico, mas de uma situação atípica.

De acordo com o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Tadeu Mocelin, estatisticamente, “esses casos acontecem de um para um milhão. Como temos 30 milhões de cabeças, estamos dentro da frequência”, explica.

Em entrevista concedida ao programa Bom Dia Mato Grosso, Modelin ainda disse que tentou-se manter o caso em sigilo para que não houvesse um grande impacto econômico na cadeia. Segundo ele, se “tivesse saído na mídia, a maioria dos países parariam com as importações”.

“Tivemos esse probleminha aí por dois dias com a China. Um auto embargo do Brasil, até eles conferirem toda a documentação. Não foi nem a China que fez o embargo. Poderiam ter pedido mais alguma informação, mas não, foram apenas dois dias de suspensão”, ele pontuou.

O presidente também explicou que os casos atípicos de vaca louca ocorrem quando, pelo avançar da idade, o animal sofre uma degeneração celular que dá origem à doença. Por não ter origem infecciosa – como na outra versão da doença -, não há risco de proliferação e contaminação humana.

Ainda segundo Mocelin, o caso clássico ocorre “principalmente por contaminação, através da alimentação com produtos com proteína de origem animal. Desenvolve príons que vai dar esse problema de encefalopatia”, ele descreve.

Mocelin assegurou que todos os produtos do animal doente foram destruídos. Além disso, as autoridades realizaram um levantamento de tudo o que aconteceu durante os dois meses que antecedeu o registro da doença para se certificar que não havia risco de contaminações.

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