Após 15 dias de greve, aulas são retomadas nas escolas de Colíder

Apesar da volta às aulas, os profissionais da educação continuam em estado de greve até o cumprimento total do acordo

Reajuste salarial compatível ao piso da categoria em âmbito estadual, contratação de professores e extensão dos benefícios a todas as categorias de profissionais da educação. Com essas reivindicações, os profissionais da educação de Colíder permaneceram em greve geral por 15 dias. De acordo com o presidente do Sindicato dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Henrique Lopes, a prefeitura estaria erroneamente condicionando o direito dos trabalhadores a regras de gestão.

“A prefeitura incorre em um erro de querer condicionar o direito constitucional dos trabalhadores da educação ao cumprimento da lei de responsabilidade fiscal que é algo que o trabalhador não tem governabilidade sobre ela. Cabe a gestão ajustar seus limites sem prejudicar os direitos dos trabalhadores”, disse Henrique Lopes.

Para a solução do impasse entre a categoria e a administração foi necessária a intervenção do Ministério Público que pacificou o reajuste 3% a toda a categoria na folha de abril, sem condicionantes e em maio, com condicionante, após a avaliação do quadrimestre, pode ser aplicado mais 1%.

O restante, 2,81% será aplicado em setembro. Os professores permanecem em estado de greve enquanto a prefeitura realiza o estudo de viabilidade e cálculos do primeiro quadrimestre no mês de maio.

“Considero um avanço para ambas as partes. Tanto para a secretaria de Educação, governo quanto para os professores. Todos os lados saem ganhando com essa decisão e fica assegurada a volta das aulas, favorecendo aos estudantes e aos pais”, pontuou a secretária de Educação do município, Tereza Mangolim.

A greve
O impasse entre a gestão e os profissionais da educação surgiu com a reinvindicação do reajuste de 6,21% dos 6,81% conseguidos pelos professores em âmbito estadual. A categoria teria sugerido ainda o parcelamento do aumento salarial.

Em resposta a gestão ofereceu apenas 2% de aumento e não apresentou isso no papel, categoria relatou, que agora só vai retornar para as salas de aulas, após o repasse integral dos 6,81%.

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