Wellington lança Maria Lúcia e corteja Sachetti: entreguei meu filho nas mãos dele

Wellington aproveitou evento para “assediar” o PRB, de Adilton Sachetti

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

Na tentativa de formar o maior arco de alianças possíveis e perdendo apoios às vésperas das convenções partidárias, o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PR), aproveitou o lançamento da pré-candidatura de Maria Lúcia Cavalli (PCdoB) ao Senado na noite da última quinta-feira (12) para “assediar” o PRB, do possível candidato a senador, deputado federal Adilton Sachetti.

Sachetti é único candidato com apoio declarado do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) e tem sido cobiçado pelos principais prováveis candidatos.  Embora esteja mais propenso a disputar pela chapa do pré-candidato Mauro Mendes (DEM), o parlamentar demonstra insatisfação com as articulações do grupo, ao contrário do MDB. Desde o início com o republicano, o partido agora se aproxima do Democrata e foi, inclusive, ausência sentida no encontro desta noite.

“Eu sou amigo de todos. Adilton é meu amigo. Meu filho foi vice do Adilton – na disputa pela Prefeitura de Rondonópolis em 2008. Entreguei meu filho nas mãos dele, quer mais confiança que isso? Eu teria o maior prazer em fazer campanha com ele”, declarou Wellington, acrescentando que como líder do bloco moderador no Senado tem em sua sala a bandeira do PRB.

Ladeando o dispositivo com a correligionária de Sachetti que prestigiava o evento, a ex-senadora Serys Marli, o senador aproveitou o momento para convidar publicamente o partido para seu arco de alianças. “Vamos conversar Serys, vamos fazer a coligação mais ampla possível. Isso que está acontecendo em Mato Grosso, do governo de raiva, de rancor, de discriminação, não pode acontecer, isso atrapalha. O Governo tem que estar disposto a ser conciliador, dialogar”, disparou numa referência ao governador Pedro Taques (PSDB), que deve ir à reeleição.

Na oportunidade, o senador também reforçou que pretende somar a adversidade. “Não dá para pensar em vetar ninguém, quem excluir não está pensando num bem comum. Não podemos discutir estado mínimo, que só tem preocupação com os número. O Estado tem que ser a mão protetora daqueles que mais precisam. Não quero me colocar como salvador da pátria, mas quero somar ideias e críticas”.

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

Pré-candidatura de Maria Lucia

Em relação a provável candidatura de Maria Lucia, que é ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o senador elencou suas qualidades e feitos em prol da educação, disse ser um incentivador de sua entrada para a política partidária e deixou no ar que a queria como sua vice.

A pré-candidata, por sua vez, declarou que lutará pela vaga na disputa ao Senado, embora irá aceitar a definição da coligação. “Quando eu entro num movimento, eu entro para valer. Espero que em breve tenhamos uma definição”.

Quanto ao lançamento da pré-candidatura, ponderou que o objetivo era torna-la conhecida pela população. “Hoje sou conhecida somente na área da educação e a pré-candidatura é justamente para isso, para me tornar conhecida pela população como um todo. Não significa garantia de candidatura, estou lutando por ela, porque sou determinada”.

Realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, o evento contou com lideranças do PCdoB, PR, PTB, PRB e PT, este que também pode integrar o arco de aliança em prol da candidatura de Wellington Fagundes, que conta ainda com o apoio declarado do PP.

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