Ao doar rim para irmão, policial militar acaba salvando a própria vida

Na retirada do rim, médicos identificaram anomalia que se não fosse tratada poderia se tornar um tumor grave

O tenente-coronel José Roberto já está em Cuiabá, mas o irmão, segue internado por três meses (Divulgação PM)

Dois irmãos policiais militares que atuam em Cuiabá protagonizaram uma história de irmãos que vai além do laço de sangue. O tenente-coronel José Roberto Castelo, 50 anos, doou um de seus rins ao irmão, o sargento Marcos Cezar Castelo, 46 anos.

Eles foram submetidos à cirurgia de transplante no dia 05 de fevereiro, no Hospital dos Rins, em São Paulo.

A notícia de que os rins de Marcos Cezar vieram logo que ele passou mal durante o serviço, no Comando Geral. Para evitar que o sargento fosse submetido ao prolongado tratamento de hemodiálise, a família participou de uma série de exames de compatibilidade, em busca de um possível doador.

De três irmãos e uma cunhada que fizeram os exames, o único que obteve resultado de 100% de compatibilidade foi o tenente-coronel, fato considerado raro na doação de rins.

Castelo seguiu à risca todas as recomendações médicas.

Irmão doador também foi “salvo”

Uma semana depois do procedimento cirúrgico, o policial foi comunicado pelo médico de que seu gesto também veio acompanhado de muita sorte. No momento da retirada do rim, os médicos identificaram uma anomalia no órgão que seria transplantado.

“A anomalia foi retirada e cauterizada, o que não comprometeu o funcionamento do rim para o meu irmão. O médico disse que ganhei na loteria, porque se não tivesse tratada, essa verruga se tornaria um tumor mais grave”, contou Castelo.

O tenente-coronel já está em Cuiabá, mas o irmão transplantado ainda está internado em São Paulo. Ele ficará lá por três meses o acompanhamento médico de rotina obrigatório.

“Nós somos a prova do amor entre irmãos, somos bem próximos. Estou muito feliz e sou muito grato por tudo que ele fez por mim. Não é uma decisão fácil, mas ele não pensou duas vezes”, disse.

José Roberto se dedica à corporação há 25 anos e, atualmente, está lotado na Gerência Militar da Assembléia Legislativa.

(Com assessoria)

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