Anvisa alerta sobre risco de miocardite e pericardite pós-vacinação

Agência mantém a recomendação de continuidade da imunização com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula

Anvisa informa que os Estados Unidos (EUA) relataram a ocorrência de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e de pericardite (inflamação do tecido que envolve o coração) após a vacinação contra Covid-19 com imunizantes de plataforma de RNA mensageiro (RNAm), como as vacinas da Pfizer e da Moderna. Dessas duas, apenas a Pfizer está registrada pela Anvisa para uso no Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Uma análise da agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) sugere que há riscos aumentados para a ocorrência de miocardite e pericardite, particularmente após a aplicação da segunda dose das vacinas. Os sintomas – dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos – surgem alguns dias após a vacinação.

Até o momento, não há relato de casos dessas complicações pós-vacinação no Brasil. Para a Anvisa, a situação indica necessidade de uma maior sensibilização por parte dos serviços e profissionais de saúde para o adequado diagnóstico, tratamento e notificação de casos. A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica de pacientes com quadro de miocardite e pericardite.

A Agência esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo, mas recomenda aos profissionais de saúde que fiquem atentos e perguntem às pessoas que apresentarem sintomas se elas foram vacinadas, especialmente com a vacina da Pfizer.

Portanto, a Anvisa orienta aos vacinados com o imunizante da Pfizer que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitações. Além disso, orienta os profissionais de saúde e os cidadãos a notificarem imediatamente casos suspeitos à Agência.

A Anvisa ressalta que mantém a recomendação de continuidade da vacinação com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos.

Confira a íntegra das informações sobre o relato de casos de miocardite e de pericardite pós-vacinação com imunizantes de plataforma de RNA mensageiro (RNAm) no Comunicado 007/2021. Para obter mais informações sobre a segurança da vacina da Pfizer, consulte a bula disponível no portal da Anvisa ou converse com um profissional de saúde.

Sobre os casos

Miocardite é a inflamação do músculo cardíaco e pericardite é a inflamação do revestimento externo do coração. Em ambos os casos, o sistema imunológico causa uma inflamação em resposta a uma infecção ou algum outro fator. Os sintomas podem incluir dor no peito, falta de ar ou palpitações.

Esses eventos adversos foram identificados particularmente em adolescentes e adultos jovens, predominantemente do sexo masculino, acima de 16 anos, e podem ocorrer principalmente após a segunda dose da vacina.

A gravidade dos casos pode variar. A maioria das pessoas que apresentou o evento após vacinação com imunizante contra a Covid-19 de RNAm nos Estados Unidos e procurou atendimento médico respondeu bem ao tratamento aplicado.

Com o avanço da vacinação de pessoas mais jovens no Brasil, torna-se necessário que os cidadãos e profissionais de saúde fiquem atentos aos sinais e sintomas do evento adverso e notifiquem imediatamente os casos suspeitos. É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o evento adverso, como número do lote e fabricante.

(Da Assessoria)

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1 COMENTÁRIO

  1. Notificar a Anvisa? Por qual contato?
    Eu soube de pessoas que tiveram efeitos colaterais, tentaram contato com a Anvisa e não conseguiram.
    Assim, não aparecem mesmo, registros de efeitos colaterais no Brasil, se ninguém quer receber a comunicação.
    Os efeitos colaterais das vacinas do Covid são raros mas, estão acontecendo muitos, né?! Mudou o conceito de “raro”?
    Um medicamento para ser autorizada a comercialização para uso da população, precisa ser em primeiro lugar seguro, depois, eficaz. Essas vacinas COVID não apresentam segurança, nem eficácia, essa justificativa de que impedem infecção grave é desculpa para continuarem a aplicar uma droga muito agressiva, que está fazendo muitas vítimas fatais tanto pela doença, apesar da vacina, quanto pelos efeitos colaterais.
    A vacina contra a gripe suína, na dec. de 70 foi suspensa após a morte de 25 pessoas por efeitos colaterais.
    O cadastro Vaers, americano, recebia até 2020,cerca de 150 notificações/ano, sobre mortes relacionadas a efeitos colaterais de vacinas. Em 2021, recebeu mais de 20 mil.
    Por serem voluntárias, as notificações ao Vaers, existe subnotificação. Calcula-se que o número de notificações recebidas corresponda a cerca de 1% dos casos.
    Por que as vacinas contra o COVID ainda não foram suspensas?
    Não é pela saúde! A população precisa acordar!

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