Antônio Joaquim admite que oposição ainda não tem nomes para enfrentar Taques

Ednilson Aguiar/O Livre

Antonio Joaquim

Antonio Joaquim quer se viabilizar como candidato até maio de 2018

O conselheiro Antônio Joaquim admitiu que a oposição ainda não tem nomes fortes para enfrentar a eventual candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). E é justamente por isso que ele decidiu lançar agora a sua pré-candidatura, a quase um ano das eleições de 2018. A estratégia é ocupar o vácuo existente hoje na oposição e forçar o início dos debates sobre o governo de Mato Grosso.

“As pesquisas mostram o governador com uma rejeição alta e um teto pequeno de votos. Do lado de cá, não tem ninguém para enfrentá-lo. E a população clama por uma alternativa. A ideia é ocupar espaço e, passo a passo, me tornar uma alternativa. É preciso preciso botar a cara e oferecer uma opção”, afirmou.

Ele aguarda apenas a publicação da sua aposentadoria do cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para dar início à pré-campanha. O plano é se filiar ao PTB e assumir a presidência do partido em Mato Grosso, em evento marcado para o dia 8 de novembro. Antônio Joaquim disse que vai percorrer o estado e tentar se viabilizar como candidato da oposição a governador até maio de 2018. Se não tiver sucesso em consolidar seu nome, ele já admite recuar e abrir espaço para que outra pessoa da coligação seja o candidato.

“Não sou um garoto mimado. Pode haver outros nomes melhores que o meu”, disse, lembrando que o senador Wellington Fagundes (PR) também é um possível candidato da oposição. Ele estará no meio do mandato no ano que vem.

Ednilson Aguiar/O Livre

Conselheiro Antonio Joaquim

Niuan Ribeiro preside o PTB em Cuiabá e Antonio Joaquim assume paritdo em MT

Coligação

O conselheiro informou que o embrião do arco de alianças que está sendo debatido inclui, além do PTB, partidos como PMDB, PDT, PSB, PR e PP. Este último está firme com a oposição, segundo Antonio Joaquim, mesmo que o principal líder da sigla, o ministro Blairo Maggi, não esteja participando das conversas.

“A eleição do Emanuel Pinheiro PMDB como prefeito de Cuiabá em 2016 foi uma das sementes desse grupo”, disse o pré-candidato. Outro fator em comum é o fato de as siglas não fazerem parte da base aliada do governador Pedro Taques. Ele admite também alianças com siglas como o Podemos e o PT, entre outros, se esses partidos quiserem participar da coligação.

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Governador Pedro Taques durante Expoagro 2017

Antonio Joaquim diz que Pedro Taques vai sair do governo menor do que entrou

Críticas ao adversário

Antonio Joaquim afirmou que sua estratégia é fortalecer a aliança e construir um projeto para o governo na oposição, ainda que, ao final, o candidato seja outro. Ele diz ver espaço para a consolidação do seu grupo porque, na sua avaliação, o governador Pedro Taques não conseguiu construir um grupo político. Segundo o conselheiro, desde Dante de Oliveira (PSDB), que governou de 1994 a 2002, nenhum governador foi capaz de construir um grupo sólido.

“Blairo Maggi tinha uma visão empresarial e não criou um grupo político orgânico. Silval Barbosa (PMDB) foi o desastre que conhecemos. Pedro Taques poderia ter criado um grupo político, mas não teve competência para isso e vai sair menor do que entrou”, analisou.

Demonstrando estar pronto para o embate, o pré-candidato definiu o atual o governo como um fracasso ético e administrativo, citando o escândalo dos grampos ilegais e o esquema de corrupção nas obras de escolas desmantelado na operação Rêmora, além de problemas de gestão.

“Eu não vejo atitudes neste governo. Ele briga por causa de Caravana. Acho isso irrelevante diante da gravidade do quadro do Estado”, alfinetou. O pré-candidato disse que não gostaria de entrar em um debate com “fulanização” e baixo nível. “Mas estou preparado para qualquer cenário”, avisou.

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