Antônio Galvan diz ter apoio de produtores e Blairo seria “voz dissonante”

Presidente da Aprosoja Brasil diz que empresários financiam movimentos por identificação com causas de Bolsonaro

Para Galvan, o projeto do deputado não tem base técnica e se trata de um ataque ideológico contra o agro - Foto: Assessoria

Presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan diz ter apoio políticos dos produtores associados para se manifestar a favor das pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, como voto impresso e o impeachment de ministros do Poder Judiciário. 

Ele diz que a crítica do ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sobre a aparição da Aprosoja em papel partidário é fala dissonante entre os cerca de 7 mil produtores que compõem a associação. 

“Ele pode ser um mega produtor, mas é um voto só entre mais de 7 mil produtores que defendem as mesmas coisas que eu também defendo. Eu não estou fazendo uma coisa por mim mesmo, os associados querem a participação nos protestos. Eles se identificam”, afirmou. 

Galvan chamou uma coletiva de imprensa virtual na manhã desta quinta-feira (26) para se manifestar sobre a operação Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira (20), que teve cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele e de outros investigados. 

Três dias antes da operação, Maggi o tinha criticado por entender que Antônio Galvan utiliza a Aprosoja Brasil para defender as bandeiras de Bolsonaro e não do interesse da classe de produtores. 

Hoje, Galvan afirmou que existe participação efetiva de produtores rurais na organização de manifestações, pelo Movimento Brasil Verde Amarelo. Eles fariam vaquinhas, com doação individual de até R$ 5 mil, para financiar transporte e alimentação de pessoas que se identificam com suas causas. 

O grupo também estaria se organizando para se manifestar em Brasília e São Paulo, no dia 7 de setembro. Antônio Galvan negou que apoie ações de cunho violento, mas admitiu que existem produtores mais exaltados. 

“O STF [Supremo Tribunal Federal] me proibiu de chegar a mil metros da Praça dos Três Poderes [em Brasília], no dia 7. Os advogados estão esperando ter acesso ao processo para entrar com uma ação para derrubar essa decisão. Eu vou estar em aqui [Brasília] no dia 7, mas em que movimento eu ainda não sei”, afirmou. 

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