Ampa se diz contrária a novo modelo do Fethab e cita ineficiência da administração pública

Entidade afirma que Mauro se recusou a discutir a proposta de alteração do fundo e que o aumento de impostos pode inviabilizar produção

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) se posicionou contrária ao projeto lei que altera o Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) apresentado hoje (10), pelo governador Mauro Mendes (DEM), aos deputados estaduais.

Em nota, a entidade afirma que o governador se recusou a discutir a proposta de alteração do fundo com o setor produtivo, e que na única reunião promovida com o Fórum Agro MT – composto pelas principais entidades do agronegócio – Mendes teria apenas comunicado ao setor que enviaria os projetos à Assembleia, sem abertura para o diálogo.

A associação cita que o aumento de 10,23% do valor da UPF para 200%, sobre a tonelada de algodão, como propõe o Governo do Estado, ameaça a viabilidade da cadeia do algodão em Mato Grosso. Cita ainda que, “o Novo Governo quer aumentar o peso da mão do Estado sobre aquele que produz algodão, para suprir a ineficiência da administração pública”. A nota é assinada pelo presidente da associação, Alexandre Schenkel.

Na manhã desta quinta-feira, o governador entregou quatro projetos de lei à Assembleia Legislativa, que formam um pacote para aumentar a arrecadação e diminuir gastos.  Na ocasião, Mauro descreveu um cenário de caos financeiro e destacou a necessidade da aprovação dos projetos para equilibrar o caixa do Estado – caso contrário, terá que dobrar os impostos.

Veja a nota na íntegra

Sobre o projeto de lei que altera o Fundo de Transporte e Habitação (Fethab), entregue pelo governador Mauro Mendes (DEM) na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (10), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) esclarece que:

– O governador Mauro Mendes se recusou a discutir sobre a proposta de alteração do Fethab com o setor produtivo.

– A única reunião promovida com o Fórum Agro MT, nesta semana, teve o objetivo apenas de comunicar o envio dos projetos à Assembleia Legislativa, sem nenhuma possibilidade de abertura de diálogo.

– Na ocasião, os componentes do Fórum Agro MT pediram um prazo para analisar a proposta, o que foi ignorado pelo governador, que já protocolou o documento, empurrando a discussão para a Assembleia Legislativa, sem ao menos ouvir o setor.

– A Ampa vai procurar todos os deputados estaduais para apresentar e mostrar a realidade dos números do setor produtivo, situação que o Governo do Estado não quis em momento algum dialogar.

– A proposta do Governo do Estado de aumentar de 10,23% da UPF para 200% do valor da UPF sobre a tonelada do algodão transportado, ameaça a viabilidade da cadeia do algodão em Mato Grosso.

– Ao invés de aumentar receita para o Estado, a proposta do Governo do Estado pode representar efeito contrário, uma vez que existe grande possibilidade de queda na produção, devido a atividade passar a não ser mais atrativa.

– O setor produtivo já paga impostos e representa mais de 50% do ICMS arrecadado no Estado.

– Infelizmente o Novo Governo quer aumentar o peso da mão do Estado sobre aquele que produz algodão, para suprir a ineficiência da administração pública.

Alexandre Schenkel
Presidente da Ampa

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1 COMENTÁRIO

  1. NÃO VAMOS INVESTIGAR R$20 BILHÕES EM FRAUDES? Não se pode esquecer de apurar e recuperar todos os desvios e fraudes do desgoverno pedro taques da transformação do estado em caos e roubalheira, os quais juntos já SOMAM $20 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos $20 bilhões: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin e vários secretários com R$50 mil/mês por fora; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $230 milhões do fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juiza candidata para ferrar o silval e a familia dele. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados e estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos.

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