Ameaça do coronavírus: máscaras de proteção começam a faltar em Cuiabá

Não só os profissionais de saúde e hospitais estão adquirindo o produto. Muita gente tem comprado para ter em casa

Imagem Ilustrativa (Foto: Freepik)

Máscaras de proteção individual estão sumindo das prateleiras de lojas que comercializam produtos de saúde em Cuiabá. A demanda pelo item tem crescido nas últimas semanas em decorrência do aumento no número de casos suspeitos de infecção pelo coronavírus (nCoV).

Esse não é o caso de Mato Grosso, cuja primeira suspeita foi descartada rapidamente. Porém, muitos moradores da Capital já estão preferindo se precaver.

Por enquanto, há apenas recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para trabalhadores e passageiros de portos, fronteiras e aeroportos, além daqueles que atuam em unidades de saúde.

Em notas técnicas, foram detalhados os equipamentos de proteção individual e medidas para prevenção e controle. Cuidados que devem ser adotados durante a assistência a casos suspeitos ou confirmados da infecção, no caso de hospitais.

Recomendações também foram divulgadas a viajantes que retornam ao país. A Anvisa orienta que eles cubram a boca e o nariz com um lenço de papel, descartando-o logo após o uso, ou com o cotovelo (e não com as mãos) ao tossir ou espirrar.

Sem máscaras para vender

Mas o clima de alerta foi suficiente para aumentar o número da venda de máscaras em Cuiabá. Em alguns lugares, não há mais produtos disponíveis. É o caso da empresa Tiradentes, que comercializa produtos a profissionais de saúde e distribui para lojas do gênero.

Responsável técnica, a enfermeira Gibranna Oliveira, afirma que o estoque de máscaras acabou na semana passada.

“Vendemos todas as máscaras N95, para gotículas e também a tripla, com elástico. Elas foram compradas não só por unidades e profissionais de saúde, que estão com a atenção redobrada, como também para o consumidor comum. Especialmente, para quem vai viajar”.

A procura pelas máscaras vem não só de unidades e profissionais da saúde, mas de pessoas comuns (Foto: Freepik)

Em casa, por precaução

Outra loja bastante procurada do setor de vendas de produtos para unidades de saúde, a Dihol, está operando com o estoque limitado, como conta sócio-proprietário, Leandro Augusto Silva.

“Logo após o anúncio dos casos, as vendas aumentaram. Grandes empresas do Brasil têm dificuldades fornecê-las e os que já tinham em seu estoque estão comercializando com valores até cinco vezes mais caros”.

Para não ficar sem produtos no estoque, a Dihol realizou compras com a concorrência.

“Está ficando raro encontrá-las e nosso estoque está no limite. Além dos profissionais de saúde, consumidores comuns têm comprado para viagens internacionais. Mas há muitas pessoas que as adquiriram só para ter em casa, por precaução”.

As máscaras não são vendidas unitariamente, por isso, quem as procura deve comprar caixas que contém, no mínimo, 20 unidades.

Segundo Leandro, houve aumento considerável também na venda de álcool gel.

Manter as mãos higienizadas é uma das principais recomendações (Foto: FreePik)

Clima de alerta chega às farmácias

O clima de alerta chegou também às farmácias. A preocupação, no caso de quem fica atrás do balcão, é como se proteger, no contato com os clientes. Afinal, o risco de chegar alguém infectado – mesmo que não seja com o coronavírus – é grande.

De acordo com o assessor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso, José Antonio Parolin, muitos funcionários e empresários da Capital têm buscado orientações nesse sentido.

“Como inexiste qualquer procedimento da Anvisa em relação a isso, nossa orientação é que haja atenção redobrada na higienização, já que os trabalhadores estão em contato constante com o público. Que haja álcool gel em locais estratégicos e, especialmente, aos funcionários, que lavem as mãos a cada atendimento”.

As máscaras também podem ser encontradas em algumas farmácias de Cuiabá.

Hospitais particulares estão preparados

Os hospitais particulares de Cuiabá também já estão preparados para o atendimento de casos. Essas unidades de saúde adotaram protocolos e já treinaram equipes para atuar com agilidade e segurança, caso o surto do vírus chegue ao Estado.

Em seu site, a Anvisa alerta que, no caso de suspeita – se a pessoa tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de até 14 dias após visita à China – deve procurar unidade de saúde mais próxima e informar a respeito da viagem.

Em Mato Grosso, o site orienta a procurar atendimento no Hospital Universitário Júlio Muller.

Avisos sonoros nos aeroportos

Nos aeroportos, como o de Cumbica, os passageiros estão utilizando máscaras (Foto: Fábio Tito/G1)

Segundo a Anvisa, avisos sonoros estão sendo emitidos em aeroportos sobre o coronavírus. A mensagem, com duração de um minuto, alerta sobre os sintomas da doença e informa sobre medidas para evitar a sua transmissão.

Para quem vai viajar para o exterior, retornou ao Brasil há pouco tempo ou ainda está em outro país, a Anvisa reúne uma série de medidas de saúde a serem observadas para proteção e controle da infecção.

“É importante ressaltar que, como o próprio nome diz, trata-se de um microrganismo inédito no mundo. Assim sendo, as orientações são atualizadas à medida que a Organização Mundial da Saúde (OMS) consolida informações oriundas dos países afetados e novas evidências técnicas e científicas são publicadas”, declara a Anvisa.

Recomendações ao viajante

  • Evite viagens à China. Elas devem ser feitas somente em casos de extrema necessidade.
  • Evite contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios agudos.
  • Evite contato com pessoas doentes.
  • Evite contato com animais (vivos ou mortos), visitas a mercados que vendem animais e produtos provenientes de animais, como carne não cozida.
  • Evite visitar mercados em regiões com registro de transmissão local do novo coronavírus.
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, pratos e copos com pessoas com sintomas respiratórios.
  • Se necessitar de atendimento no serviço de saúde, informe detalhadamente o histórico dos locais visitados e os sintomas.

Medidas de prevenção e controle

  • Evite contato com pessoas doentes.
  • Evite tocar nas mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam higienizadas.
  • Lave as mãos frequentemente, com água e sabão, por pelo menos 20 segundos. Se não tiver água e sabão, use um desinfetante à base de álcool gel com concentração de 70%.
  • Evite o consumo de produtos de origem animal crus ou malcozidos.

Recomendações a quem está retornando ao país

  • Se você esteve na China nos últimos 14 dias e apresentar febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico imediatamente e informe, com detalhes, o histórico de sua viagem.
  • Evite contato com outras pessoas, se apresentar sintomas respiratórios.
  • Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel, descartando-o logo após o uso, ou com o cotovelo (e não com as mãos) ao tossir ou espirrar.

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