15 de abril de 2026 19:56
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Amazônia Legal: governadores tentam unificar dados para receber recursos estrangeiros

Foto de Agência Brasil
Agência Brasil

Os governadores da Amazônia Legal, grupo formado por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão, estão unificando discursos e dados, na tentativa de evitar contradições que possam dificultar a obtenção de recursos estrangeiros para a área ambiental.

A ideia é montar uma estratégia conjunta que garanta parte dos US$ 100 bilhões de um fundo que será dividido entre países emergentes que atuam para a recuperação do meio ambiente.

A divisão desse fundo é um dos temas que serão debatidos durante a Conferência do Clima (COP-25), prevista para ocorrer em dezembro, em Madrid, na Espanha.

A busca por consensos para esta e outras fontes de recursos foi a tônica da reunião entre os governadores desses Estados e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na quarta-feira (20), no ministério.

Entre os assuntos debatidos estava a regularização fundiária; o zoneamento econômico e ecológico; a monetização (pagamento por serviços ambientais como os créditos de carbono), e a agenda da bioeconômica, que pretende atrair investimentos do setor privado, discutindo questões como registro de patentes e geração de emprego e renda.

“É uma agenda que vem sendo debatida há muitos anos, mas até hoje ainda não gerou os resultados esperados”, disse o ministro.

Outro assunto que obteve destaque durante a reunião foi a definição sobre como será feita a distribuição dos R$ 430 milhões do Fundo Petrobras para os estados da Amazônia Legal.

Plataforma unificada

Segundo o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), os governadores dos estados da Amazônia Legal estão conscientes de que, para obter esses recursos, é fundamental que se apresente dados confiáveis, evitando, por exemplo, suspeitas de dupla contagem.

“Temos de resolver isso entre a gente”, disse o governador.

“Aquilo que for medido de serviços ambientais prestados precisa ir para uma única plataforma ambiental. [Hoje] Cada Estado tem uma. Basta juntarmos nossas plataformas. Inclusive com o apoio do governo federal, para podermos chegar na comunidade internacional sem darmos espaço para dúvidas sobre estarmos vendendo o mesmo serviço duas vezes”, acrescentou.

Ao final do encontro, em coletiva de imprensa, Salles falou que o país avançou muito em relação ao desmatamento.

“[O Brasil] Está indo muito bem na sua meta de redução de emissões e em todos os aspectos”, disse o ministro, sem dar detalhes sobre como as metas estariam sendo alcançadas.

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