Alvo da operação Sangria, Flávio Taques segue foragido e teria queimado documentos

Pelas imagens do circuito interno de câmeras de segurança é possível ver o suspeito saindo às 7h15 do Residencial

O último alvo envolvido na operação Sangria 2, Flávio Alexandre Taques da Silva, segue foragido conforme informações divulgadas pela Polícia Judiciária Civil (PJC) na tarde desta quarta-feira (20). Ontem, durante a operação, policiais foram até um endereço que seria de Flávio, em Várzea Grande, na tentativa de cumprir o mandado de prisão, mas sem sucesso.

No local, os policiais foram informados pela ex-mulher do suspeito que ele estaria em outro endereço, o condomínio Residencial Mariana, em Cuiabá. Os policiais foram até o local informado, no entanto, chegaram cinco minutos após a saída de Flávio.

Segundo a assessoria da PJC, os investigadores entraram no condomínio às 7h20. Pelas imagens do circuito interno de câmeras de segurança é possível ver o suspeito saindo às 7h15 e entrando em veículo Prisma, que o aguardava na garagem do prédio.

O carro seria da servidora Luciana Franco Marcelo Carvalho, contratada da Prefeitura de Cuiabá, ambos tomaram rumo ignorado. A servidora foi até a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz) e respondeu a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal.

No apartamento, dentro da churrasqueira, os policiais encontraram diversos documentos queimados. Provavelmente, segundo a Polícia Civil, a queima seria uma tentativa de eliminar provas. Alguns papeis, mesmo queimados, foram recolhidos para análise.

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A operação

A operação Sangria 2 é um desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá no dia 4 de dezembro. O objetivo é apurar supostas irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

Conforme a Polícia Civil, o setor administrativo do Hospital São Benedito e a Secretaria Municipal de Saúde também estão sendo vasculhados pelos policiais civis.

Na última sexta-feira (14), um segundo inquérito policial foi instaurado, depois que a Polícia Civil detectou que, supostamente, os investigados estariam obstruindo o trabalho da Justiça, destruindo provas e até coagindo testemunhas. Consta, ainda, que também estariam usando de força política para atrapalhar o levantamento de informações, segundo a delegada titular da Defaz, Maria Alice Barros Martins Amorim.

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