Principal-old

Aloysio pede ao STF arquivamento de inquérito sobre R$ 500 mil da Odebrecht

Foto de Redação
Redação

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Senador Aloysio Nunes

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de seus advogados, o arquivamento das investigações a respeito de um suposto repasse, via caixa dois, de R$ 500 mil da Odebrecht, para sua campanha em 2010. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu novas diligências sobre o caso no dia 24 de outubro, em petição ao STF. Entre elas, a reinquirição do tucano pela Polícia Federal. Aloysio pediu também para não ser ouvido novamente no inquérito.

Na petição ao relator do caso no Supremo, ministro Gilmar Mendes, a procuradora afirmou ser “incontroverso” o repasse de R$ 500 mil da Odebrecht para o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

A chefe do Ministério Público Federal solicitou que o tucano seja ouvido para esclarecer sobre quem ele apresentou ao delator Carlos Armando Armando Paschoal, o CAP, executivo ligado à empreiteira.

CAP é um dos 77 executivos da Odebrecht que admitiram repasse de supostas vantagens indevidas a políticos em acordo com a Procuradoria-Geral da República.

Em resposta ao parecer da procuradora-geral, o ministro, por meio de seus advogados, afirmou “manifestamente incontroverso é o fato de que as acusações do delator Carlos Armando Paschoal a respeito do requerente – sem qualquer documento que pudesse, ao menos em tese, corroborar as suas alegações – não procedem, e sequer guardam qualquer lógica do ponto de vista cronológico com os fatos ocorridos no ano de 2010, tampouco com os próprios documentos por ele apresentados”.

Aloysio aponta contradições no discurso de seu delator. “Ora, evidente que não poderia o Requerente solicitar contribuição de campanha à Odebrecht para sua corrida ao Senado Federal no mês de abril de 2010, já que sequer havia decidido, à época, para qual cargo sairia candidato”.

Assim, tendo em vista a completa impossibilidade de a referida reunião ter ocorrido nos moldes delineados pelo delator Carlos Armando Paschoal, se mostra absolutamente desnecessária a reinquirição do requerente para os fins pretendidos pela PGR, isto é, para “declinar o nome da pessoa que apresentou ao colaborador Carlos Armando, na reunião em seu comitê eleitoral, para pedir recursos à sua campanha, já que referida reunião foi confirmada pelo parlamentar em seu depoimento”.

A Gilmar Mendes, a defesa de Aloysio pede que “sejam indeferidas as diligências requeridas pela procuradora-geral e reitera o pedido de que seja determinado o imediato arquivamento do inquérito”.

(Com Agência Estado)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Socorro 36% mais rápido: Parceria entre Samu e Bombeiros amplia atendimentos em MT

Chamadas para 192 e 193 agora são unificadas no Ciosp; sistema garante envio da ambulância mais próxima da ocorrência
inquéritos
Crônicas Policiais

Professor de música e ex-companheira são presos por estupro e pornografia infantil em MT

Suspeito simulava ameaças de facção para obrigar mãe a filmar abusos contra os próprios filhos; polícia busca outras vítimas
Oportunidades

Inscrições abertas: Escolas Técnicas de MT ofertam vagas para Agricultura e Agropecuária

Edital para o segundo semestre de 2026 contempla cidades como Alto Araguaia, Sorriso e Sinop; inscrições são online
Geral

Bombeiros controlam incêndio em silo de soja em fazenda de Pontes e Lacerda

Equipe precisou esvaziar estrutura para extinguir chamas e evitar perda total da carga; ninguém se feriu
21 de abril de 2026 05:40