Aloysio Nunes diz que democracia deve ser conquista dos venezuelanos

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, reafirmou que o país apoia o restabelecimento da democracia na Venezuela, além de manifestar preocupação com o elevado número de refugiados venezuelanos nas nações vizinhas. Ele deu a declaração após reunião hoje (18) com o chanceler chileno Roberto Ampuero.

Nunes e Ampuero se reuniram no Palácio Itamaraty para tratar dos temas da agenda bilateral que serão discutidos na visita de Estado do presidente chileno, Sebastián Piñera, ao Brasil, marcada para 27 de abril.

Para Nunes, a retomada da democracia na Venezuela “deve ser uma conquista do próprio povo venezuelano a partir de um roteiro traçado por eles, que já têm como norte a reconstrução da economia e o restabelecimento das instituições democráticas profundamente vulneradas pelo regime atual”.

“As experiências de transição democrática, tanto do Brasil como do Chile, são uma contribuição muito importante, ou podem sê-lo, para o que está sucedendo na Venezuela”, acrescentou o chanceler chileno.

As declarações dos chanceleres reiteram preocupação manifestada no fim de semana pelos chefes de Estado e de Governo do Grupo de Lima, formado por 14 países das Américas que se opõem politicamente à administração de Nicolás Maduro, além do primeiro-ministro das Bahamas e do vice-presidente dos Estados Unidos, que divulgaram declaração conjunta em Lima, ao final da Cúpula das Américas, sobre “o agravamento da crise política, econômica, social e humanitária” da Venezuela.

O grupo de Lima é integrado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

No comunicado, os países fazem um chamamento “urgente” ao governo venezuelano para que a próxima eleição presidencial, prevista para 20 de maio, tenha as “garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático, sem presos políticos, que inclua a participação de todos os atores políticos venezuelanos”. O comunicado enfatiza que o resultado das eleições não terá legitimidade e credibilidade se essas condições não forem respeitadas.

Visita de Piñera

O ministro brasileiro destacou que o Chile é segundo sócio comercial do Brasil na América do Sul, e o intercâmbio comercial entre os dois países totalizou cerca de US$ 8,5 bilhões em 2017, aumento de aproximadamente 22% em relação ao ano anterior. “O Chile é um grande investidor no Brasil, com um estoque que ultrapassa US$ 30 bilhões”, afirmou Nunes.

Os chanceleres ressaltaram a importância do projeto do Corredor Bioceânico que ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, aos portos do norte do Chile. “É um projeto de infraestrutura ambicioso, que já está em andamento e é emblemático da integração física do nosso continente”, afirmou Nunes.

Entre os temas da agenda entre Brasil e Chile que serão tratados na visita do presidente Sebastián Piñera também está o processo de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, iniciativa voltada a aprofundar a integração regional. A Aliança do Pacífico reúne o México, o Chile, a Colômbia e o Peru.

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