Algodão: Mauro Mendes não acredita em redução de área plantada

O setor diz que já foi penalizado pelo governo do Estado no começo do ano, com a cobrança do Fethab do algodão

Foto: Gabriele Schimanoski / O LIVRE

Além de aumento de impostos, o projeto de lei complementar 53/2019 que tramita na Assembleia Legislativa também prevê a redução dos incentivos fiscais para alguns setores, entre eles o de produção de algodão. Porém, assim como no caso do milho, o governador Mauro Mendes (DEM) não acredita que haverá redução da área plantada em Mato Grosso.

Mendes disse que o Proalmat, nome do programa de incentivo do algodão, foi importante no momento de sua criação no ano de 1997. Mas, que hoje, o setor do algodão no estado se solidificou e ganhou competitividade.

“Parabéns a eles [produtores], mas é hora de contribuir com o estado de Mato Grosso”, disse o governador, ao defender a redução do incentivo ao setor.

Para ele, com o algodão acontecerá o mesmo que se deu com a cultura do milho: todo ano se diz que o grão dá prejuízo, mas os produtores acabam aumentando ano a ano a área plantada, saindo de 3 milhões de toneladas para 30 milhões.

Mauro diz que respeita os produtores, mas que neste momento o Estado está em dificuldade e precisa da contribuição de todos. “Disse isso na minha posse: todos terão que dar sua contribuição”, disse.

Atualmente o Proalmat isenta de ICMS 75% da produção do algodão – e o governo quer reduzir o incentivo para 60%. Defensora da manutenção do incentivo diante das mudanças proposta, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) classificou a redução dos incentivos como “ato inconsequente do governador“.

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