Alergia mata: especialista alerta sobre a doença e suas reações

Semana passada, um publicitário morreu e a suspeita é que a causa da morte seja alergia a camarão

Uma a cada 3 pessoas é alérgica a alguma coisa segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma situação que merece alerta porque o problema pode levar a morte em alguns casos, como a do publicitário João Roberto Figueiredo, 47 anos, que teve um forte reação após comer camarão na quinta-feira (8).

De acordo com a farmacêutica, Angela Beserra cerca de 95% das alergias alimentares estão associadas ao consumo de leite, ovo, trigo, soja, peixe, frutos do mar, castanha e amendoim. Uma confusão atual bem comum é a generalização das chamadas “intolerâncias”.

A profissional explica que nas alergias alimentares há o envolvimento direto do sistema imunológico que reage de forma anormal ao alimento. Já as intolerâncias são, na realidade, uma dificuldade do corpo em ingerir ou absorver algum nutriente, geralmente devido à falta de alguma enzima.

Publicitário João Roberto Figueiredo morreu e a família suspeita que a causa seja a ingestão de camarão. Foto: arquivo pessoal

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Existem ainda alergias causadas por medicamentos. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia estima que 12% dos brasileiros já tenham apresentado reações alérgicas a algum medicamento, sendo os anti-inflamatórios não esteroidais os maiores responsáveis. Em menor número, porém em destaque, vêm os antibióticos.

A reação mais grave e fatal apresentada por uma pessoa alérgica é a anafilaxia, que pode ocorrer, por exemplo, durante procedimentos com medicamentos anestésicos.

Covid ou alergia?

Angela esclarece que os sintomas da rinite e conjuntivite alérgicas são muito parecidos com os sintomas da covid-19 e podem ser confundidos. Um exemplo é a perda do paladar e do olfato, que pode ocorrer numa crise de rinite e também na infecção por coronavírus.

Segundo a farmacêutica, na infecção pelo coronavírus há a perda súbita do olfato, tosse insistente, febre e falta de ar que não adianta respirar pela boca, diferenciando-se assim da rinite. Na dúvida, sempre siga a orientação de um médico especialista.

“Apesar de não estarem no grupo de risco, as pessoas que sofrem com doenças alérgicas devem ter cuidado redobrado nestes períodos de grande circulação de vírus respiratórios. O paciente deve manter a rinite e a asma sob controle”, ressalta a farmacêutica.

Angela destaca que, principalmente neste período do inverno, as alergias respiratórias se manifestam com mais intensidade. Por isso, as pessoas devem, sobretudo, adotar medidas preventivas. “É importante manter o ambiente limpo e arejado, evitar contato com poeiras, ácaros, mofo, usar os medicamentos de forma correta e sempre consultar um especialista”.

Dados mundiais

O Dia Mundial da Alergia foi na semana passada. A data foi instituída pela OMS com o intuito de alertar as pessoas sobre a importância do assunto, já que em alguns casos a alergia pode causar a morte.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, em torno de 1 bilhão sofre deste mal. A perspectiva é de que, em 2050, este índice alcance 4 bilhões de alérgicos. Na próxima década, esse número poderá dobrar e alcançar 50% da população mundial.

No Brasil, aproximadamente 35% dos brasileiros são vítimas de algum tipo de alergia, sendo a mais comum a rinite. Por ser um processo inflamatório da mucosa nasal, causada por uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, chamadas de alérgenos, a rinite não tem cura, mas é possível mantê-la controlada. Já a asma alérgica atinge cerca de 20% da população infantil e adolescente do país.

É importante lembrar que as alergias não dizem respeito apenas ao trato respiratório. Elas também podem acometer a pele, por meio de dermatites, angioedemas e urticária alérgica e ser causadas por alimentação.

(Com informações da Assessoria)

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