Com 13 votos favoráveis e sete contrários, o plenário da Assembleia Legislativa derrubou nesta quarta-feira (30) o veto do governador Mauro Mendes (DEM) que condiciona à retomada das aulas presenciais na rede pública e privada de Mato Grosso a partir da vacinação contra a covid-19 dos professores e técnicos da educação.
O presidente da Comissão de Educação, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), classificou a votação pela derrubada do veto como “inútil”.
Isso porque o governo do Estado já está patrocinando a vacinação de professores e técnicos da educação logo após ser encerrada a imunização dos profissionais da segurança pública.
Além disso, ressaltou que a Prefeitura de Cuiabá abriu recentemente cadastro de vacinação para pessoas de 18 a 49 anos sem comorbidades.
“Sempre defendi a prioridade dos professores na vacinação. Na atual fase, o governo do Estado já iniciou a vacinação da categoria e a Prefeitura de Cuiabá oportunizando a vacinação do público em geral. Várzea Grande também está em fase adiantada e até agosto, quando está previsto o retorno às aulas, essa aceleração da vacina estará ainda mais intensa em todos os municípios”, justificou.
Aulas só no final do ano
Apesar do discurso do parlamentar, a previsão é de que as aulas presenciais sejam retomadas somente em setembro ou outubro, quando conforme estimativas do próprio governo do Estado as duas doses de vacinas sejam aplicadas ao quadro de professores e técnicos da rede pública.
O deputado Elizeu Nascimento (PSL), autor do projeto de lei que reconheceu a educação como atividade essencial enquanto vigorar a pandemia da covid-19, também seguiu a mesma linha de raciocínio.
“Não tem motivo algum para manter esse veto. A realidade da vacinação é outra neste momento. Pelo bem da educação, voto pela derrubada”, disse.
Opositor ao governo do Estado, o deputado Lúdio Cabral (PT) votou pela derrubada do veto e cobrou mais empenho dos municípios para acelerar a vacinação da população em geral.
“A Prefeitura de Cuiabá precisa autorizar a vacinação nos postos de saúde dos bairros para garantir o acesso da população. São vários postos de vacinação que estão desativados e não tem motivo algum para mantê-los assim”.




