Agronegócio e setor imobiliário impulsionam contratações em MT

Mesmo em meio à crise da pandemia, Estado teve saldo tão positivo que representa mais de 65% dos empregos de toda região Centro Oeste

(Foto: Reprodução)

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Mato Grosso é o Estado com maior saldo de empregos do país. Os números são favoráveis tanto no comparativo entre janeiro e junho, como em analise isolada do último mês.

Conforme as estatísticas, a diferença entre contratados e demitidos em junho foi de 6.790 em território mato-grossense. Uma quantidade que representa 67% do saldo positivo de toda a região Centro-Oeste, onde registrou-se o saldo de 10.010.

Depois de Mato Grosso, aparecem no ranking Goiás (4.334) e Pará (4.550).

Vale registrar que nove Estados e o Distrito Federal tiveram o saldo negativo. Entre eles estão Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

O economista Edsantos Amorim explica que o resultado já era esperado e que os responsáveis por isso são os setores do agronegócios e imobiliário, que conseguiram se manter e até atingiram um avanço durante a crise causada pela pandemia.

Agronegócio

Produção mato-grossense estava toda comercializada antes da pandemia

Segundo Amorim, em março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus, toda a produção mato-grossense estava vendida e como resultado, as atividades se mantiveram e, com ela, os empregos.

Dessa forma, mesmo com a turbulência causada pela covid-19, os empregos permaneceram, bem como se fez necessário novos contratos.

Uma expectativa que tende se ampliar para o próximo ano, já que há uma estimativa para a ampliação da safra.

Imobiliário

Construção de casas populares ganharam força durante a crise

Já o setor imobiliário, conforme o economista, soube transitar nas possibilidades oferecidas pela flexibilização das regras para contratação de funcionários. Empregadores reduziram jornadas e renegociaram salários.

Então, mantiveram os empreendimentos em andamento, mesmo com a velocidade reduzida.

Outro ponto importante na análise do economista é o cenário favorável para compra de imóveis populares. Ele argumenta que quando se fala em produtos de alto padrão, realmente houve uma queda. Porém, nos habitacionais mais acessíveis, principalmente quando se fala de primeiro imóvel, houve aquecimento.

Com as taxas de juros baixa e a possibilidade de usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pessoas demitidas e que conseguiram um bom valor de rescisão ou que possuem um emprego estável, se encorajaram a investir.

Comércio

Lojistas vivem a expectativa de uma retomada acelerada nos próximos meses (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A grande preocupação para os próximos meses, na opinião de Santos, é o setor de comércio. Conforme a análise do especialista, os empresários tentaram segurar ao máximo os funcionários na expectativa de uma retomada acelerada.

Contudo, se o processo não respeitar a expectativa, as demissões, que até agora são graduais, serão em massa. Como resultado, haverá um empobrecimento ainda maior das regiões metropolitanas, porque o poder de consumo estará reduzido.

As pessoas também sentirão mais o impacto da inflação.

Emprego formais

No que diz respeito aos empregos formais, entre janeiro e junho, o saldo mato-grossense foi de 3.565. Neste quesito, o único Estado que também teve saldo positivo foi o Acre (1.270).

O restante dos Estados e o Distrito Federal tiveram saldos negativos, o que resultou no índice negativo em âmbito nacional, com uma queda de 3,09% ou menos 1.198.363 postos de trabalho em relação ao ano passado.

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