Agentes penitenciários podem paralisar serviços a qualquer momento, diz sindicato

Categoria afirma que projetos do governo prejudicam servidores públicos e criticam falta de diálogo

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os agentes penitenciários entraram em estado de assembleia permanente, após reunião da categoria no Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen), na tarde de terça-feira (15). A categoria afirma que poderá entrar em greve a qualquer momento. Uma greve geral, prevista para fevereiro, também já foi sinalizada pelo Fórum Sindical, que representa o funcionalismo público.

De acordo com o presidente do Sindispen, o deputado estadual João Batista (Pros), a medida foi adotada diante de uma série de projetos entregues pelo governador Mauro Mendes, para serem votados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e que afetariam os servidores públicos do Estado, incluindo, portanto, a categoria.

Nessa terça-feira, o deputado explicou aos servidores diversos pontos sobre os projetos e os possíveis resultados, caso sejam aprovados. Ele afirma que as matérias apresentam uma proposta considerada “inaceitável” e que poderia fazer o funcionalismo caminhar para uma greve geral ainda maior do que a enfrentada em 2016, durante o governo Pedro Taques (PSDB).

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“O que está sendo imposto pelo governo é inaceitável. Salário alimentício de servidor público é inegociável. Estamos preparando a maior greve unificada que já aconteceu no estado de Mato Grosso. Unidos somos mais fortes e, com toda certeza, não permitiremos que essa displicência prossiga”, garantiu João Batista.

Já a vice-presidente do sindicato, Jacira Maria da Costa, observou que um dos maiores problemas é a falta de diálogo do novo governo com os servidores. Segundo ela, Mauro Mendes “simplesmente decide que vai retirar os direitos que foram conquistados e terá que aguentar as consequências”.

Crise financeira

Desde sua eleição, Mauro Mendes tem pontuado que Mato Grosso enfrenta grave crise financeira e que algumas medidas precisariam ser tomadas para evitar um colapso ainda maior, considerando que, por exemplo, o estado teve diversas viaturas da Segurança Pública recolhidas por falta de pagamento e enfrentou dificuldades com as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Além disso, outros fornecedores também aguardam repasses e, ainda no setor da Segurança Pública, as empresas responsáveis pela alimentação nos presídios já ameaçam paralisar serviços.

Dentre as medidas anunciadas por Mauro está o escalonamento dos salários de dezembro e parcelamento do 13º remanescente de 2018.

O governador também chegou a comentar a possibilidade de estender a medida para os salários deste ano, considerando as dificuldades de caixa, uma vez que o estado ainda não conseguiu viabilizar o recebimento do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) junto ao Governo Federal. Com isso, desagradou os servidores, que se preparam para a greve geral.

Nessa terça-feira, o governador também sinalizou aos deputados estaduais que pretende decretar estado de calamidade financeira e aguarda posição da ALMT.

Com assessoria

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