Agência Brasileira de Cooperação levará delegação de 120 estrangeiros ao Congresso Brasileiro do Algodão

O congresso é realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Embrapa

Foto: Assessoria

Quarto maior produtor mundial e o segundo do ranking global de exportadores de algodão, o Brasil tem compartilhado sua expertise com países em desenvolvimento, que também têm, na cotonicultura, fonte de renda importante para os seus agricultores familiares. Por isso, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), confirmou participação no 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12ºCBA), que acontecerá de 27 a 29 de agosto próximos, em Goiânia/GO.

Esta é a terceira vez em que a ABC estará presente como patrocinadora do evento, levando delegações estrangeiras, na ocasião. Este ano, serão mais de 120 pessoas, de 22 países, frequentando as palestras e salas temáticas do CBA. O congresso é realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Embrapa.

Serão 15 países participantes da África e seis da América Latina e Haiti, tendo acesso ao conteúdo do congresso, com tradução simultânea, e visitando os estandes. De acordo com o coordenador geral de Cooperação Técnica da ABC para África, Ásia e Oceania, Nelci Caixeta, a experiência tem se revelado muito enriquecedora na transferência de conhecimento e cooperação entre os países.

“Essas iniciativas na cotonicultura puderam ser ampliadas com a vitória do Brasil, em 2010, no contencioso do algodão no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), contra os subsídios americanos à pluma deles, como uma contrapartida prevista no acordo-quadro. Desde então, várias ações têm sido executadas. Dentre elas, a participação dos estrangeiros no congresso”, explica Caixeta.

Para o diretor da ABC, o embaixador Ruy Pereira, o Brasil também tem se beneficiado muito dos projetos de cooperação técnica internacional na cotonicultura.

“Além de se projetar como líder e fonte de iniciativas de desenvolvimento agrícola, o país expande nossos conhecimentos em tecnologias e boas práticas relacionadas à produção e aproveitamento do algodão e dos seus subprodutos. Os projetos do algodão, ademais, são mostra viva e positiva das vantagens de ter o Brasil como parceiro de cooperação técnica nos países da África e da América Latina, bem como nos foros multilaterais”, afirma.

Para ele, o CBA também é uma demonstração da liderança e do protagonismo do setor privado nacional no cenário da produção mundial do algodão e seus derivados.

O presidente da Abrapa, Milton Garbugio, reitera a posição da Agência. “O Brasil é um grande player mundial no setor algodoeiro, e se torna tanto mais forte à medida em que partilha conhecimentos e promove acesso para que outros países, sobretudo os nossos vizinhos em desenvolvimento, também possam galgar mais renda e qualidade de vida para os seus povos”, diz. Segundo ele, não se trata de fortalecer a concorrência, “mas de prover ferramentas para o desenvolvimento econômico desses países, em caráter humanitário”, concluiu.

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