Afinal, o que ainda falta para as aulas presenciais serem retomadas em MT?

Na tarde desta quinta-feira, a Secretaria de Estado de Educação apresenta um plano

(Foto de Katerina Holmes no Pexels)

Ao que tudo indica, as aulas presenciais – ainda num sistema híbrido, mas já presenciais – serão, enfim, retomadas nas escolas estaduais de Mato Grosso. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apresenta na tarde desta quinta-feira (20) o plano para o retorno às salas de aula.

Ontem, após uma reunião com diversos promotores de Justiça, o Ministério Público de Mato Grosso também firmou o entendimento de que já passou da hora desse retorno. Para o procurador-geral do Estado, José Antônio Borges, não faz sentido manter escolas fechadas, se quase todas as outras atividades estão em pleno funcionamento.

Já o Sindicato dos Profissionais da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep-MT) tem se mostrado contra. À reportagem o LIVRE, a assessoria da entidade disse que um novo posicionamento será apresentado após a categoria tomar conhecimento dos planos do governo, nesta tarde.

Por enquanto, no entanto, algumas preocupações colocam professores e governo em lados opostos.

Vacina

A primeira reivindicação do Sintep para o retorno às salas de aula é a vacinação dos profissionais da Educação.

No início da semana, ao defender o sistema híbrido de ensino, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que já determinou à Secretaria de Estado de Saúde (SES) que inicie a vacinação desse público assim que for concluída a imunização dos profissionais da Segurança Pública.

Professores querem receber a vacina antes de voltar ao trabalho presencial (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Ao LIVRE, a assessoria da Sesp-MT afirmou que 75% das forças de segurança estadual e federal em Mato Grosso já receberam, pelo menos, a primeira dose da vacina. Faltam 6 mil doses para concluir essa etapa.

O pedido já foi feito à SES, que encaminhou a demanda para o Ministério da Saúde, ou seja, o Estado não tem a vacina no momento. E nem previsão de quando ela vai chegar.

Presencial e remoto ao mesmo tempo

Outra preocupação dos professores, segundo o Sintep, é quanto ao planejamento pedagógico para esse retorno. Na avaliação do sindicato, questões logísticas, como quantos alunos em cada sala de aula, não são as únicas que precisam ser programadas.

A expectativa é que os alunos voltem para as escolas com diferentes níveis de aprendizado. Nem todos tiveram acesso ou – se tiveram – se adaptaram ao modelo de ensino remoto adotado no último ano. E os professores precisam estar preparados, com uma estratégia para ser adotada nesses casos.

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Além disso, como a proposta já antecipada pelo governo é de permitir somente 50% dos alunos em cada sala de aula, isso significa que a outra metade continuará tendo aulas remotas. Os professores, portanto, terão que atender os dois públicos ao mesmo tempo.

Transporte escolar

Principalmente na zona rural, crianças dependem do transporte ofertado pelo poder público para chegar às escolas (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A vacinação – em especial dos grupos de risco para a covid-19 – e o nível de aprendizado dos alunos também foram preocupações apresentadas na reunião do Ministério Público. Os promotores de Justiça levantaram, no entanto, mais um ponto: o transporte escolar.

Esse é um serviço oferecido em parceria entre Estado e Municípios e que, para o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, precisará um planejamento muito bem pensado.

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