Afinal, de onde vem a alta de quase 20% do arroz?

Supermercados alegam que preço do mercado agrícola interno provocou aumentos repassados aos consumidores

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A dupla arroz e feijão pode estar com os dias contados em alguns lares brasileiros. Comprar esses alimentos ficou mais caro em todo o país. Os preços estão mais salgados, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O indicador mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos. Em agosto, a inflação medida foi de 0,36%. Esse é o maior resultado para um mês de agosto desde 2012.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, os alimentos tiveram alta de 0,80% nos preços. Os produtos comprados para consumo no domicílio tiveram a maior alta. A elevação dos preços do tomate (13%), leite longa vida (5%), frutas e carnes (3,37%) é um dos motivos.

Em contrapartida, o feijão-carioca, a batata inglesa, o alho e a cebola tiveram recuo nos preços.

O vilão dos preços, porém, tem sido o arroz, que acumula alta de 19,25% em 2020. Em alguns locais, onde o pacote com cinco quilos costumava ser encontrado, em média, por R$ 15 chega a custar agora R$ 40.

De onde vem o aumento?

A Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat) afirma que o aumento no preço dos produtos tem justificativa e não é uma escolha dos empresários.

Segundo a associação, o preço do arroz foi puxado para cima pela concentração do produto na mão de poucos produtores. A situação encarece o custo da mercadoria e os valores são repassados na cadeia produtiva, até chegar ao consumidor.

Dentre os produtos agrícolas, por exemplo, o preço do arroz acumula alta de 118,4% nos últimos 12 meses no mercado interno.

“Resta assim evidenciado que o aumento no preço se originou na matéria prima do produto comercializado e não que o aumento se deu por deliberação do comércio, podendo se constatar claramente que se trata de repasse de custo e não aumento injustificado”, diz a Amast.

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