Advogado pede a extinção do PT por subordinação ao Foro de São Paulo

Ele diz que a própria esquerda já não nega a existência do Foro de São Paulo e destaca que a Lei dos Partidos Políticos e a Constituição Federal proíbem a cooperação internacional de partidos políticos

Reunião do Foro de São Paulo (Foto: Assessoria/PT)

O advogado Vlailton Carbonari pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extinção do Partido dos Trabalhadores (PT) por participar e se subordinar às decisões do Foro de São Paulo. O advogado argumenta que os partidos brasileiros que participam da organização recebem e acatam suas resoluções, o que é proibido por lei.

A peça foi protocolada em 12 de julho e aguarda julgamento na Justiça Eleitoral.

“O Foro de São Paulo é tecnicamente uma entidade estrangeira, uma organização político-partidária internacional que emite resoluções e comandos a todos os partidos filiados ao Foro, ao todo mais de 110”, disse o advogado, ao LIVRE.

A Lei dos Partidos Políticos [artigo 28, inciso II da lei 9.096] e o artigo 17, inciso II da Constituição Federal, de acordo com Vlailton Carbonari, proíbem a subordinação dos partidos a entidades estrangeiras.

O advogado disse que juntou à peça um discurso do então presidente Lula de 2005, na ocasião de celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo. Na ocasião, Lula destacava que, assim como outros líderes de esquerda da América Latina, só chegou ao poder graças à articulação do grupo [Leia na íntegra clicando aqui].

Segundo o advogado, essa já é a 10ª ação que pede a extinção dos partidos políticos por participação no Foro de São Paulo. Ele diz que, apesar da pertinência dessas ações, a Justiça nega, por vezes, devido à “responsabilidade” da ação.

“Seria uma decisão de dimensões históricas, que abalaria todo o nosso sistema eleitoral. Imagina um partido do tamanho do PT sendo extinto!”, afirmou.

Carbonari disse que, em sua ação, não chegou à questão do financiamento dos partidos pelo grupo, mas que sua peça buscou mostrar a ligação dos partidos com o Foro de São Paulo. “As atas e resoluções você encontra na internet. Foram 24 encontros e, nessa quinta-feira (25), começa o 25º encontro [em Caracas, capital da Venezuela]”, disse.

O advogado ainda comenta a ligação do Foro de São Paulo com as Farc, da Colômbia, que era membro permanente do grupo e que se financiava pelo narcotráfico até 2014.

Segundo ele, por anos a imprensa negou a existência do Foro de São Paulo. O advogado destaca, porém, que o caso é sério e lembra que o grupo chegou a dominar a maioria dos países da América Latina.

O Foro de São Paulo é um grupo de genocidas, afirma o advogado. “Esses caras não estavam de brincadeira”, diz, destacando que faz a denúncia como cidadão e quer que a Lei Eleitoral seja cumprida no país.

Outro lado

LIVRE tentou contato com a Direção Nacional do Partidos dos Trabalhadores, mas ainda não obteve retorno.

Docentes Pela Liberdade

Por todo o Brasil, inúmeras iniciativas têm sido tomadas em relação ao Foro de São Paulo – cujas “intenções anti-patriotas” foram denunciadas há mais de 12 anos pelo filósofo Olavo de Carvalho.

Professores de Ensino Superior inconformados com o aparelhamento das universidades brasileiras por movimentos de esquerda, por exemplo, devem organizar em breve, em Brasília (DF), o encontro “Anti Foro”, que reunirá políticos e formadores de opinião para discutir as “mazelas” do Foro de São Paulo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

1 COMENTÁRIO

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorHomem é atropelado e, ao questionar motorista, esfaqueado
Próximo artigoSenar-MT e parceiros mostram novas tecnologias que serão utilizadas em treinamentos

O LIVRE ADS