Cidades

Advogado diz que Arcanjo é vítima de uma “situação forjada por maldade”

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Camilla Zeni

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro voltou ao Fórum de Cuiabá nesta quinta-feira (2) para esclarecer, em audiência na Segunda Vara Criminal, denúncias que afirmam que ele estaria voltando à prática ilegal de jogo do bicho em Cuiabá. O advogado Zaid Arbid, que representa sua defesa, porém, disse que se trata de uma armação maldosa. “A última coisa que você pode pensar de João Arcanjo Ribeiro é que ele seja estúpido”, disse.

Ao chegar ao Fórum, o advogado atendeu a imprensa e alegou estranheza no fato de ter documentos com a logomarca da empresa de Arcanjo, além de anotações com nomes de sua família, como foram encontrados em um dos pontos ilegais de jogo do bicho desarticulados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (Gcco). Ele observou que uma pessoa que está cometendo crime não ia deixar provas contra si.

[featured_paragraph]“É muito estranho você dizer que alguém que praticou um ilícito vai deixar no local do crime rastros da sua própria família, anotações da sua própria família. Isso só tem uma explicação. É quadro montado, uma situação industrializada”, comentou.[/featured_paragraph]

O advogado disse que não se trata de uma denúncia para incriminar o ex-bicheiro, mas “por maldade”. O advogado ainda questionou a legitimidade da denúncia, alegando que “quando você tem a verdade com você, você se identifica. É muito cômodo você acusar alguém sem dar o nome”. A defesa ainda citou que a denúncia poderia ter sido feita tanto por quem deve Arcanjo quanto por quem se incomoda com a liberdade do empresário.

“Você acha que alguém que passou quatro anos reclusos, fez tudo o que fez, vai voltar para o passado, vai trocar a liberdade dela sacrificada por um jogo de bicho? A última coisa que você pode pensar de João Arcanjo Ribeiro é que ele seja estúpido. Jamais ele vai ser estúpido. Ele não vai voltar os passos para trás. A confiança que ele recebeu do Poder Judiciário, por nada nesse mundo ele quebra”, frisou.

João Arcanjo Ribeiro já foi o “comandante” do jogo do bicho em Cuiabá por décadas, e, atualmente, cumpre pena em regime semiaberto, depois de ter passado os últimos 15 anos na prisão. Ele foi condenado por diversos crimes, como lavagem de dinheiro, contrabando e assassinatos, dentre os quais o do empresário Sávio Brandão (dono da Folha do Estado).

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