Adolescentes criam aparelho que ajuda deficientes visuais em provas de atletismo

Experiências científicas e inovações tecnológicas são alvo de alunos cuiabanos que apresentaram um projeto pensado especialmente para atletas que tem deficiência visual. O protótipo Blind Cooper, criado por alunos entre 13 e 14 anos, é a primeira investida para a comercialização de um aparelho com sensor de cores que vibra na pele, quando o atleta sai da pista.

Eles foram a fundo na pesquisa e incluíram também, o Instituto dos Cegos de Mato Grosso (Icemat). O aluno João Pedro Garcia conta que o apoio do instituto era indispensável para entender melhor a vida de um deficiente visual e desenvolver o aparelho.

“Estávamos conversando sobre como poderíamos ajudar alguém e chegamos na dúvida de como o deficiente visual pratica um esporte. Daí surgiu a ideia do atletismo e fomos visitar o Instituto. Precisamos ter uma base sobre esse assunto e essa visita nos ajudou a ter um pensamento lógico. Conversamos também com um atleta cego que estava lá e isso nos ajudou muito também”, contou.

O mote principal do Blind Cooper é dar mais independência ao deficiente visual de forma que supra a necessidade do auxílio de um profissional guia durante a execução do esporte.

Para outra aluna da empreitada, Yasmin Laureen Antunes, a vivência que tiveram no Instituto e as muitas pesquisas que fizeram foram essenciais para a vitória no torneio. “Identificamos que não há muitos projetos relacionado a este tema. É incrível, mas é algo que não é muito discutido hoje”, enfatizou. Unem-se a João Pedro e Yasmin, os alunos Maria Antônia Gomes, Luiza C. Sperandio e Danilo Alves. Os cinco adolescentes, estudam no 8º e 9º ano da Escola Chave do Saber.

Custo do aparelho

O projeto foi apresentado durante a 4ª edição do Arduino Day Brasil 2019, realizado no dia 19, na Univag, e garantiu à equipe o título de bicampeã.

Tudo começou dentro da Sala Tech – espaço voltado para a aprendizagem criativa que mescla a robótica com o movimento maker, enquanto estudavam uma forma de trabalhar a inclusão e de que maneira isso seria viável e acessível.

De acordo com Danilo Alves, a equipe recebeu muitas críticas construtivas e apontamentos que poderão garantir uma futura parceria com uma grande empresa de componentes eletrônicos.

“Um dos sócios dessa empresa estava presente no evento e gostou muito da nossa proposta. Com isso, nos pediram que algumas coisas simples fossem ajustadas, como o tamanho, peso, economia do consumo de energia e segurança na fiação. Com essas correções se mostraram interessados em patentear a ideia”, vibrou.

Em levantamento feito pelos próprios alunos apontam que, se comercializado, Blinder Cooper custaria em torno de R$ 300.

Blind Cooper

O Blind Cooper é composto por sensores de vibração, sensores de corpo, protoboard, Arduino Nano, vários jumpers e bateria. Ele funciona a partir de uma programação que detecta a cor da pista de corrida. Quando atleta sai da zona de cor, o aparelho vibra para o lado que ele deve retornar. Todo material para a criação do protótipo foi ofertado pela escola.

O Arduino Day é um evento de tecnologia que ocorre simultaneamente em diversas cidades do mundo em celebração ao aniversário da plataforma Arduino – programa de prototipagem eletrônica que permite o desenvolvimento e controle de sistemas interativos e reúne pessoas interessadas em apresentar ideias, projetos desenvolvidos na plataforma, compartilhando informações e experiências.

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