|Quarta-feira, 23 maio 2018

    Adevair Cabral pode ser investigado pela comissão de ética da Câmara

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    Ednilson Aguiar/O Livre

    Vereador Adevair Cabral

    Vereador entrou em discussões acaloradas na primeira sessão da CPI do Paletó

    O vereador Diego Guimarães (PP) ingressou com uma representação para que o vereador Adevair Cabral (PSDB) seja investigado pela Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Cuiabá. O objetivo é que a comissão apure a conduta de Adevair na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) – Adevair é relator da CPI do Paletó.

    No documento protocolado na Câmara, Guimarães afirma que Adevair teria transgredido dois artigos e seis incisos do código de ética dos vereadores. Guimarães acusa Adevair de fraudar o andamento dos trabalhos legislativos, omitir intencionalmente informação relevante, perturbar a ordem das sessões ou das reuniões de comissão, infringir regras de boa conduta, não observar deveres do mandato, e relevar informações e documentos oficiais de caráter reservado.

    De acordo com o documento, o vereador teria recebido um ofício do servidor público Valdecir Cardoso no dia 06 de fevereiro, indicando que o mesmo não poderia prestar depoimento na CPI do Paletó na quarta-feira (07). A testemunha havia sido notificada em 11 de janeiro e o ofício recebido por Adevair, com data do dia 29 de janeiro, informava que Valdecir não poderia comparecer devido a uma viagem pessoal.

    “Cabe salientar que o vereador ora representado, não possui qualquer competência para receber documento relacionado à CPI. Ademais, é notório que o vereador tem agido em favor do prefeito Emanuel Pinheiro, que é investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse Guimarães na representação.

    Na sessão de quarta-feira, Adevair entrou em discussões acaloradas com outros vereadores, incluindo Dilemário Alencar (Pros).

    “Ainda, não consta nenhum carimbo ou autenticação que demonstre o protocolo do documento, sendo que, qualquer documento oficial ou direcionado a órgão e/ou comissão, deve ser protocolado, de forma a oficializar o documento que está sendo apresentado”, destacou. Agora, a Comissão de Ética deverá avaliar se abre ou não procedimento contra Adevair Cabral.

    Os membros da CPI aprovaram um pedido de condução coercitiva contra Valdecir Cardoso, apontado como responsável por instalar a câmera que filmou o prefeito – à época deputado estadual – recebendo maços de dinheiro no gabinete do ex-governador Silval Barbosa. O pedido ainda deve ser analisado por um juiz criminal da Capital.

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