Acordos por redução de jornada e salário devem ser mais buscados por restaurantes e turismo

Empresários de setores sentem mais os efeitos das restrições das atividades econômicas, que estão sob decreto há mais de um ano

Bares e restaurantes
Imagem ilustrativa - Restaurante Varadero, em Cuiabá (Foto: TripAdvisor)

Acordos trabalhistas com base nas Medidas Provisórias em vigor – que autorizam redução de jornada e de salários – devem ser feitos, principalmente, pelos setores de eventos, bares e restaurantes e turismo. São as atividades que continuam mais afetadas pelas restrições de controle da pandemia. 

“Esses setores ainda são afetados pelas restrições do ano passado e, neste ano, ficamos novamente quase dois meses, março e abril, fechados. Apesar de ter chegado tarde, são medidas que vão ajudar os empresários”, diz a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso (Abrasel-MT), Lorenna Teixeira. 

Os três setores continuam com limitações maiores de atendimento e por mais tempo que o restante da força produtiva em Mato Grosso. Bares e restaurantes continuam a funcionar com restrição de horário e lotação. 

Hoje, o decreto estadual nº 874 permite que as portas destes estabelecimentos fiquem abertas até às 22h, com lotação máxima de 50%. Os eventos têm mais flexibilidade de horário, mais ou menos, de volta ao que era antes da pandemia, mas continuam com público restrito. 

“Têm pizzarias que ainda não estão funcionando normalmente há mais de um ano. Isso significa que alguma medida há problema de caixa. Esperamos que com o avanço da vacinação esse cenário pode ir mudando”, pontua a empresária. 

O turismo é setor mais afetado, pois sofre ainda efeitos da limitação de horários e dias e também com o receio da população de sair de casa. Na comparação com o comércio, a situação desses empresários é a pior. 

A Câmara dos Dirigentes do Lojistas (CDL) de Cuiabá diz que, no ano passado, 51,4% do setor aderiu ao programa do governo federal que permitia a redução de salários, jornada de trabalho ou a suspensão de contrato por alguns meses. 

“Desta vez, é difícil fazer uma estimativa porque, no ano passado, o momento era de quarentena. Hoje, apesar do movimento estar mais abaixo do esperado, o comércio continua com as portas abertas”, disse o presidente da CDL, Célio Fernandes.  

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