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Ações de extensão da UFMT beneficiam 500 mil pessoas em Mato Grosso

Foto de Maria Clara Cabral
Maria Clara Cabral

Dados do Relatório de Gestão e Prestação de Contas apresentados pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) revelam 1.366 ações de extensão nos cinco campi. São atividades extracurriculares, que envolvem diretamente comunidade acadêmica e população externa, cujos eventos chagaram a 457.205 pessoas em 2018.

Considerando todos os projetos, incluindo aqueles que não se aplicam a eventos, esse número chega a 1.843.434. “A universidade pública ultrapassa seus limites físicos a partir de suas ações de extensão. São atividades que atingem, inclusive, comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas e em situação em vulnerabilidade social”, informou a UFMT.

De acordo com a instituição, os resultados apresentam, em números, um retrato que “pode ser impactado pelo bloqueio de 30% do orçamento”, anunciado pelo governo Bolsonaro.

Diante da política de ajuste, a administração da UFMT informou que a manutenção das bolsas concedidas a participantes do projeto. “No entanto, outros cortes que podem ser feitos inviabilizarão as ações desenvolvidas pela universidade”, ressalta a coordenadora de extensão, Sandra Jung de Mattos.

Cultura e muito mais

As ações de extensão se distribuem em 15 diferentes áreas do conhecimento – como cultura, esporte e lazer – totalizando 8.363 atividades em 2018. “Em uma delas, chamada de ‘outros’, que não podem se enquadrar em categorias fixas, como eventos, temos mais de três mil ações”, acrescenta Santa Mattos.

Centro Cultural da UFMT (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

De acordo com o Relatório de Gestão e Prestação de Contas, foram 466 seminários – ou seja, mais de um por dia – e 1.210 cursos – mais de três por dia. No tocante às ações culturais, a UFMT realizou, no mesmo ano, 865 atividades – mais de duas por dia – em todos os campi.

“Somos referência em atividades culturais”, destaca Santa Mattos. Ela ressalta, no entanto, que Cultura, envolve não só produtos e apresentações, mas um processo de preservação do patrimônio imaterial. “O termo é bem amplo e a UFMT faz muito bem com a Orquestra Sinfônica, o Coral e Cineclube. Projetos consolidados, que fazem parte da história de toda a região”, completa.

Colocando o estudo em prática

Ainda conforme o relatório apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU), 4.792 estudantes da UFMT realizaram atividades de extensão como organizadores ou executores, por meio de bolsas (editais PBEXT) ou atividades voluntárias. Essa participação impactou, apenas em público interno, 26.584 alunos de todos os Campus.

Sandra Mattos ressalta ainda que as atividades envolvem diálogo e escuta da sociedade: “não é só levar algo pronto”. Além disso, são ação pensadas integralmente com os pilares de ensino e pesquisa. “Não tem como fazer extensão sem estar pesquisando a necessidade que a sociedade traz”, analisa a coordenadora.

(Com assessoria)

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26 de abril de 2026 06:27