Ação sobre acidente que matou menina de 13 anos prescreve e é extinta

O empresário, filho do ex-vereador Lutero Ponce de Arruda, tinha 19 anos e teria avançado o sinal vermelho

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Treze anos se passaram desde o violento acidente envolvendo o empresário Nilo Ponce de Arruda Neto, filho do ex-vereador Lutero Ponce de Arruda, e a família de Ana Paula Geroly Campos, na época com 13 anos. Contudo, nenhuma solução na Justiça foi alcançada.

Na última quarta-feira (10), a 10ª Vara Criminal de Cuiabá declarou extinta a punibilidade do empresário, em razão da prescrição da pena. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta segunda-feira (15).

Antes, em 2012, Neto chegou a ser sentenciado para julgamento popular, acusado de homicídio doloso – quando há a intenção de matar. No entanto, após diversos recursos, ele conseguiu a revogação da decisão com o Tribunal de Justiça, em 2014.

Da segunda instância, o processo apenas foi devolvido no dia 1º de agosto de 2018, quando foi redistribuído para a 10ª Vara Criminal, por perda de competência, já que a Primeira Vara Criminal, onde tramitava, apenas trata de crimes dolosos.

Sinal vermelho

O caso aconteceu no dia 13 de setembro de 2005. Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), Neto tinha 19 anos e estava em uma chácara quando sua mãe ligou para buscá-la em um salão de beleza. Com ele foi um um amigo, Marcos.

Neto dirigia uma Santana e teria avançado um sinal vermelho em alta velocidade na rotatória das Avenidas Beira Rio e Fernando Corrêa da Costa, quando atingiu um VW Gol que descia sentido Coxipó-Centro.

No carro atingido estavam Wilson José de Campos, hoje com 61 anos, que sofreu ferimentos graves, e a filha, Ana Paula, que morreu no local.

Neto não fez teste do bafômetro.

Depoimento

Quando interrogado, Neto negou estar em alta velocidade e ter furado sinal vermelho. Alegou ter perdido o controle do carro e desmaiado após a batida. Segundo informou, quando acordou viu o amigo ensanguentado e acionou o 190 e ligou para seu pai.

Foi o ex-vereador quem socorreu o filho e o amigo, levando-os ao hospital, porque Neto estava com fratura exposta na perna e o amigo com o nariz quebrado. Conforme o interrogatório, Neto apenas soube do acontecido no dia seguinte.

Wilson, por sua vez, foi socorrido por uma ambulância. Ele sofreu uma fratura na coluna. Ele disse apenas se lembrar de ouvir alguém pedindo para que soltasse o cinto e, depois, não sabe se saiu sozinho ou com ajuda.

O homem ainda disse ter visto sua filha no chão, fora do carro, “muito branca”.

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