O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini disse que não prevê reduzir impostos para empresários por causa do isolamento comercial gerado pela obra do BRT. Ele disse que a prefeitura não tem condições, no momento, de cortar mais arrecadação porque está sob calamidade financeira.
“Nós tivemos uma conversa com os comerciantes, mas, infelizmente, não faz parte do nosso planejamento. Estamos com dificuldades financeiras, e as obras vão ficar mais [tempo], e outras áreas podem ser afetadas. O governador [Mauro Mendes] ainda precisa decidir o que vai fazer, e só depois disso poderemos falar”, disse.
O prefeito fez a declaração na terça-feira (4), antes de o governo anunciar que o Consórcio BRT terá mais 5 meses para concluir os trabalhos nos canteiros já abertos em Cuiabá. Paralelamente, deve ser lançado um novo edital para execução dos outros traçados do projeto.
A redução na carga de tributos, estaduais e municipais, foi pedida associações empresariais (CDL e Fecomércio) no começo do ano. Eles dizem que o faturamento de lojas ao longo dos canteiros de obra caiu até 40% na virada do ano.
A preocupação deles é que ainda não existe cronograma de quanto tempo mais a intervenção continuará, o que poderia afetar ainda mais as finanças dos comerciantes. A hipótese é que as cobranças de ICMS, ISSQN e IPTU fossem reduzidas por um período.




