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Justiça

Abilio Brunini precisará guardar dinheiro para investir em orçamento incerto

Abilio - fake news
Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

O desafio dos novos gestores de Cuiabá a partir de janeiro será criar reserva financeira para aplicar em projetos criados por eles, incluindo as promessas de campanha. O cenário ideal estimado por eles é ter ao menos 20% do orçamento livre para investir, mas as contas não estão fechando no momento.

O coordenador de transição do prefeito eleito Abilio Brunini, Jefferson Carvalho Neves, diz que a dívida total da prefeitura está calculada em até R$ 1,4 bilhão. A quantia equivale a mais de um terço do orçamento de R$ 4,8 bilhões previstos para 2025.

Mas a equipe ainda não sabe quanto desse valor efetivamente vai entrar no caixa. Além de prováveis frustrações financeiras, são ponderados estudos que apontam para superestimativa da arrecadação; portanto, por mais de um motivo o dinheiro disponível pode ser mais baixo.

“Toda essa análise está seno feita para entregarmos [a estimativa de orçamento e receita] da melhor maneira possível, estamos muito preocupados com isso. Junto com essa peça orçamentária, nós já temos um levantamento de dívida de mais de R$ 1,3 bilhão, R$ 1,4 bilhão. São despesas muito pesadas que o município terá que arcar para que as coisas funcionem”, disse o coordenador.

Segundo Jefferson Neves, de início, as secretarias terão que se adequar ao orçamento para evitar o aumento de despesas. Ao mesmo tempo, eles devem achar espaço para a reserva financeira e cumprir as promessas de campanha, que incluem menos imposto para o cidadão, ou seja, redução de receita.

A taxa de coleta de lixo é uma cobrança que o candidato Abilio Brunini prometeu extinguir caso fosse eleito. Por enquanto, segundo coordenador, a nova gestão deverá começar a administrar com o básico, pagar fornecedores para não deixar os serviços pararem.

“A gente vai precisar arcar com a despesa concorrente, de mês, honrar os compromissos com os fornecedores, para que eles não deixem faltar medicamento, por exemplo, e quitar dívidas que estão ficando para trás, e a maioria deles é de fornecedores que já prestaram o serviço”, disse o coordenador.

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