A um dia do fim do prazo, 24 mil crianças ainda não vacinaram contra pólio e sarampo em MT

Campanha de vacinação foi estendida pelo Ministério da Saúde para ampliar cobertura

campanha de vacinação
Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

A campanha de vacinação contra a Poliomielite e Sarampo termina nesta sexta-feira (14). Conforme levantamento do Ministério da Saúde, pouco mais de 24 mil crianças ainda não foram vacinadas em Mato Grosso. Até o momento, apenas cinco estados vacinaram 100% do seu público alvo.

Iniciada no dia 6 de agosto, a campanha tinha previsão para acabar no dia 31. No entanto, a poucos dias para o fim do prazo, diversos estados ainda estavam longe de bater a meta. Era o caso de Mato Grosso, que tinha vacinado, no dia 23 de agosto, apenas 52% das crianças. À época, faltavam ainda mais de 96 mil pessoas para vacinar.

Com o prolongamento da campanha, Mato Grosso intensificou a campanha de vacinação. No levantamento divulgado na última terça-feira (11), 94% da população já havia recebido as doses de proteção contra o sarampo e a pólio, totalizando pouco mais de 380 mil crianças.

Vacinação

Segundo o LIVRE divulgou, no início de julho, o Ministério da Saúde publicou um alerta para o risco de possível volta da paralisia infantil no Brasil depois de 28 anos de erradicação. Na ocasião, cidades de Mato Grosso foram citadas em razão da baixa cobertura vacinal.

Na campanha de vacinação do Ministério da Saúde o público alvo são crianças de 1 a 5 anos incompletos. Conforme orientação do órgão, mesmo crianças que já tomaram as vacinas em outro momento precisam vacinar novamente, já que se trata de uma campanha.

Paralisia infantil

A poliomielite é uma doença contagiosa causada pelo poliovírus, que pode infectar tanto crianças quanto adultos por meio do contato direto com pessoas já portadoras da doença, principalmente por meio das salivas. No entanto, nem sempre causa a paralisia. No passado, entre os anos de 1968 a 1989, cerca de 26 mil casos foram registrados no Brasil.

O alerta do Ministério da Saúde chamava a atenção porque, na visão dos gestores, a população teria “descansado” com o cumprimento dos calendários de vacinação após a erradicação de algumas doenças. No caso da pólio, não houve registros no Brasil desde 1990. A vacina é a única forma de prevenção da paralisia.

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