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Opinião

A operação Ouriço e o futuro da guerra

Foto de Gustavo P Matos
Gustavo P Matos

Essa foi a dura lição aprendida durante a operação ouriço realizada em maio de 2025, quando a OTAN reuniu na Ucrânia mais de 16 mil soldados de 12 países DA OTAN que treinaram ao lado de especialistas ucranianos em drones, incluindo soldados veteranos da linha de frente.

Houve a simulação do campo de batalha “disputado e congestionado” com vários tipos de drones.

“O objetivo era criar atrito, estresse para as unidades e sobrecarga cognitiva o mais rápido possível”, disse o Tenente-Coronel Arbo Probal, chefe do programa de Forças de Sistemas Não Tripulados das Forças de Defesa da Estônia.” O objetivo era realmente criar atrito, estresse para as unidades e sobrecarga cognitiva o mais rápido possível”, diz ele. Isso testa a capacidade dos soldados de se adaptarem sob fogo.

Em um dos cenários de treinamento, um grupo de combate de vários milhares de soldados, incluindo tropas da brigada britânica e da divisão estoniana, tentou lançar um ataque mecanizado. No entanto, segundo fontes, eles não levaram em consideração que os drones tornaram o campo de batalha muito mais “transparente”.

“O grupo de combate da OTAN simplesmente se deslocou sem qualquer camuflagem, montando tendas e veículos blindados. Tudo isso foi destruído”, lembra um dos participantes dos exercícios.

E muito se destaca a utilização do Delta, o moderno sistema ucraniano de gerenciamento de campo de batalha. Ele coleta informações em tempo real, utiliza inteligência artificial para analisar grandes quantidades de dados, identifica alvos e coordena ataques entre o comando e as unidades. Isso garante uma rápida “cadeia de destruição”.

De acordo com as fontes da publicação, uma das unidades ucranianas, composta por cerca de 10 soldados, atacou as forças da OTAN. Em cerca de meio dia, os operadores de drones destruíram, de forma condicional, 17 veículos blindados e realizaram 30 ataques contra outros alvos.

De modo geral, os resultados para as forças da OTAN foram “terríveis”, afirmou Aivar Hanniotti, coordenador de sistemas aéreos não tripulados da Liga de Defesa da Estônia, que liderou uma unidade de cerca de 100 soldados “inimigos simulados”, incluindo militares estonianos e ucranianos. No geral, as forças “oponentes” “conseguiram destruir dois batalhões em um dia”, de modo que “no âmbito do exercício, perderam efetivamente sua capacidade de combate”. Enquanto isso, as unidades da OTAN “nem sequer conseguiram atingir nossos operadores de drones”.

Porém, muitos membros da OTAN continuam a demonstrar resistência à realidade “uma falta fundamental de compreensão do campo de batalha moderno” e treinam seus soldados “com base em doutrinas e manuais que não são adaptados às realidades atuais”, diz Maria Lemberg, da organização ucraniana sem fins lucrativos Aerorozvidka, que apoiou o desenvolvimento do Delta. Ela ajudou a coordenar a participação da Ucrânia no Hedgehog e espera que ele possa servir como um alerta e base para mais compartilhamento de conhecimento entre Kiev e seus parceiros. Várias fontes contaram a história de um comandante que observou o exercício e concluiu: “Estamos ferrados.”

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