A gratidão de ser um voluntário

Ontem foi um dia muito especial, acredito para todo o voluntariado. No meu caso, como plantonista do CVV, tive a oportunidade de realizar dois plantões de quatro horas cada, totalizando oito horas.

Os plantões em dias comemorativos, como Natal, Ano Novo, Páscoa, dentre outros é uma oportunidade única e especial para o voluntário. Temos a oportunidade de sermos validados, isso mesmo, recebemos muitos agradecimentos e mensagem de extrema gratidão.  Recebemos força e firmeza, para não titubearmos diante da vida, diante do trabalho. É uma energia que realmente CURA!

Recebemos também, muita mensagem triste, de pais esquecidos pelos filhos e filhas, independente da condição social e da forma como os filhos foram criados e/ou educados.

São os mais diversos tipos de relatos e depoimentos, são filhos criados com todo carinho, atenção e respeito, ou até mesmo daqueles que não tiveram o mesmo carinho, atenção e respeito.

Pelos relatos, não é regra em afirmar que filhos “bem criados” são os que vão estar com os pais em datas comemorativas ou simplesmente no dia a dia, estes agora na melhor idade.

Nem tão pouco posso afirmar que os “filhos mal criados” são os que vão abandonar os pais, muitas vezes estes estão com os pais, a Gratidão dos mesmos não cabe em seus corações, contagia.

Acredito que esse comportamento seja pessoal, intransferível, inerente a cada ser humano, em termos de sentimentos tudo haver com a Gratidão ou a falta dela.

Uns vão me falar que precisam fazer constelação familiar, outros vão dizer que é carma, desafetos nessa ou numa outra vida, talvez seja um pouco de tudo, ou simplesmente nada.

Mas o importante mesmo é que nós, voluntários de um modo geral, que estamos dispostos a estar com o outro, com o próximo, com desprendimento de qualquer natureza, amor e atenção, façamos a nossa parte.

Sentir o que outro sente, entender e compreender, simplesmente estar junto, faz uma grande diferença.

Acredito que essa diferença movimenta e impulsiona o Mundo para um lugar melhor, como o exemplo do beija flor, tentando apagar o fogo da floresta, ou simplesmente, sendo o instrumento da Vossa Paz.

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 * Alessandro Bello é presidente da mantenedora do Centro de Valorização a Vida em Cuiabá 

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