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Eleições 2018JudiciárioMato Grosso

Justiça insinua “fake news” e suspende trecho do programa de Mauro Mendes

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

O juiz-auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Paulo Cezar Sodré diz que trecho de programa eleitoral gratuito de Mauro Mendes (DEM), que acusa a atual administração estadual de atrasar o salário dos servidores estaduais, parece se tratar de fake news (notícia falsa) e manda suspender parte do material.

A retirada da parte do material foi solicitada pelo atual governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB). O juiz eleitoral destaca que o fato de governos anteriores efetuarem o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado não significa que pagar até dia 10 do mês subsequente seja atraso.

O magistrado ainda determinou que caso a decisão não seja cumprida deverá ser aplicada multa, para cada descumprimento, de R$ 10 mil. Para o juiz, a informação veiculada no programa eleitoral do democrata pode induzir a população ao erro.

“O eleitor médio que tiver acesso às informações divulgadas no programa eleitoral gratuito poderá crer que o Representante [Taques] está descumprindo com o prazo previsto para pagamento e, por isso, é um gestor inadimplente”.

Pedro Taques também pediu o direito de resposta proporcionalmente ao tempo em que houve a “ofensa”. O juiz, contudo, aguarda a defesa de Mauro se manifestar sobre o interesse do contraditório.

Leia o que foi falado no programa eleitoral de Mendes

LOCUTOR:

“Hoje é dia 10. Décimo dia de atraso do pagamento dos servidores públicos. Mas o que significa para as famílias receber o pagamento com dez (10) dias de atraso?”.

ALCINA HONORATO (SERVIDORA DO ESTADO):

“Pagamos tudo hoje em dia com juro, por que ele simplesmente achou que deveria trocar o nosso dia de receber e não pensou no servidor público”.

ALDA NOVAZ (SERVIDORA DO ESTADO):

“Ué! Não tem dinheiro no comércio, né, não tem…, o funcionário não recebe, vai comprar como?”.

LEONARDO ALMEIDA (SERVIDOR DO ESTADO):

“Boleto chega, ele vence e aí se você não conseguir pagar, a coisa complica né”.

ANA PAULA LIMA (SERVIDORA DO ESTADO):

“Porque nós funcionário públicos, nós merecemos porque, além disso nós temos nossas famílias”.

LOCUTOR:

“Além de prejudicar as famílias, o atraso no pagamento dos salários prejudica a comunidade como um todo”.

NELSON PEREIRA (COMERCIANTE):

“Complica muito pra gente comerciante, né.”

ALFREDO (COMERCIANTE):

“Se algum servidor vem atrasar, a gente fica dificuldade no caixa também pra pagar o nosso próprio funcionário”.

NELSON PEREIRA (COMERCIANTE):

“Então, todo mundo depende desse dinheiro. É um dinheiro que circula”.

NESTOR OLIVEIRA (COMERCIANTE):

“Ah!  Não tem dinheiro, não tem saída. Porque quem mais compra da gente aqui é mais servidor”.

JOSÉ SOUZA (COMERCIANTE):

“Caí o nosso movimento aí às vezes tem que dispensar funcionário, né”.

 

 

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