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Mauro Mendes defende Taques: governo é maratona e não corrida

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

Ednilson Aguiar/O Livre

Mauro Mendes, encontro do PSB

Mauro Mendes administrou Cuiabá entre 2013 e 2016

O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) ainda tem tempo para superar a crise, recuperar o fôlego e chegar bem nas eleições de 2018, quando deve disputar a reeleição. A um ano e três meses do pleito, ele acredita que a avaliação dos eleitores que vale é a que será feita no fim do mandato.

“O governo é uma maratona de 40 quilômetros e não uma corrida de 400 metros”, afirma Mendes. “A grande avaliação do governo é no final. O que vale é a fotografia da chegada, e não da largada. O que vale é como o governo vai chegar em 2018. E aí a população vai parar para analisar se ele merece ir para um novo mandato ou não merece”, analisa.

“O que vale é a fotografia da chegada, e não da largada.
O que vale é como o governo
vai chegar em 2018”

Imerso em crise política e financeira com dois anos e meio de mandato, Pedro Taques enfrenta o segundo escândalo do seu governo.

No ano passado, o Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Rêmora, para investigar um esquema de desvio de verbas da Secretaria de Educação (Seduc). Há um mês, estourou o escândalo dos grampos ilegais, que é alvo de investigações na Polícia Militar, no Tribunal de Justiça e na Procuradoria Geral da República (PGR).

Seis policiais militares estão presos suspeitos de envolvimento nos grampos ilegais, sendo três coronéis: o secretário-chefe da Casa Militar, Evandro Ferraz Lesco, o adjunto Ronelson Barros e o ex-comandante-geral da PM Zaqueu Barbosa. Também foram presos o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, comandante do 4º Batalhão em Várzea Grande, o cabo Euclides Torezan, cedido ao Gaeco e o cabo Gérson Luiz Ferreira Correa Júnior.

Para Mendes, a crise gerada pelos grampos ilegais afeta o governo, pois desvia o foco da administração. “Poderiam estar fazendo coisas muito mais produtivas para a sociedade do que ficar cuidando desse monte de confusão”, disse.

Ele considera, no entanto, que é cedo para dizer se isso vai afetar a possível reeleição. “A reeleição do governador passa por ele fazer um bom trabalho. E acredito que ele está procurando fazer um bom trabalho. E a grande avaliação vai ser feita pelo eleitor no ano de 2018”, concluiu.

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26 de abril de 2026 15:02